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Hipertensão pode gerar inúmeras complicações, inclusive cegueira

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Nesta terça-feira (26), é comemorado o Dia Nacional de Combate à Hipertensão Arterial. A data tem o objetivo de conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico preventivo e do tratamento da doença. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), estima-se que a hipertensão atinja 25% da população brasileira adulta, chegando a mais de 50% após os 60 anos.

Em entrevista ao Notícia da Manhã, o médico cardiologista e vice-presidente da SBC no Piauí, Alcino Sá, explicou que a hipertensão pode gerar inúmeras complicações, inclusive cegueira. (assista ao vídeo acima)

"A hipertensão ocorre quando os níveis de pressão estão acima de 14/8. É uma doença universal e atinge pessoas de todas as idades, em especial após os 30 anos, mas também pode atingir 60% das pessoas acima de 60 anos de idade. As principais complicações da hipertensão são o Acidente Vascular Cerebral (AVC), insuficiência cardíaca, doenças renais e cegueira, inclusive", disse.

Ainda segundo o especialista, a hipertensão é assintomática, por isso a dificuldade em identificar o problema no departamento de emergência, por exemplo. 

"Essa não é uma doença sintomática. Você pode ter níveis de pressão de 15, 16 e até 17 e não ter sintoma nenhum. Geralmente, a hipertensão pode causar sintomas quando as pressões estão cima de 18/11, então, nesse caso, pode ter dor de cabeça (encefalopatia hipertensiva) ou até mesmo ocorrência de eventos agudos, como por exemplo, o infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral (AVC). Muitas vezes a gente não define se é uma causa ou consequência. É muito difícil definir no departamento de emergência qual foi a causa desse evento", contou Alcino Sá.


PREVENÇÃO

Na maioria dos casos, a doença não tem cura, mas pode ser controlada. A prevenção é feita através de uma investigação clínica. 

“O infarto é uma das complicações relacionas com a hipertensão arterial. Tratando-a você diminui o risco de AVC e também do infarto agudo do miocárdio. A gente tem como prevenir o infarto através de uma investigação clínica, com um acompanhamento regular dos pacientes, em especial os que já tem fatores de risco e não apenas a hipertensão arterial, como os que possuem diabetes e colesterol alterado. Esses são os principais fatores de risco cardiovasculares”, contou. 


 

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Jaqueliny Siqueira com informações do Notícia da Manhã
[email protected]

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