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Lula diz que pré-sal é a segunda independência do Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliou que o início da produção de petróleo no Campo de Tupi, nas águas ultraprofundas do pré-sal da Bacia de Santos significa “a segunda independência” para o Brasil, uma vez que as reservas abrem perspectivas externas para o país no setor econômico.
 
José Cruz/ABr
 
 
“[O pré-sal] é a segunda independência do Brasil. A Dilma [Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil] disse uma coisa importante: nenhuma arrogância, nenhum nariz empinado. Nós queremos aproveitar para dar a lição que eu tenho dito que o Brasil tem que dar: toda vez que a gente ganha importância a gente tem que ser mais humilde”, disse ontem (1º) durante as comemorações pelo início da produção da camada pré-sal em águas ultraprofundas na Bacia de Santos.
 
Na avaliação do presidente, a possibilidade que se abre para o país de desenvolver gigantescas reservas de petróleo e gás dará ao Brasil mais respeitabilidade nas negociações bilaterais e multilaterias.
 
"Nós fomos conduzidos durante muito tempo a acreditar que não podíamos nada. O país desaprendeu a gostar dele, é o filme estrangeiro que é melhor, a roupa que é melhor, o petróleo que é melhor. A Petrobras é a musa que a gente carrega para mostrar o sucesso do país.”
 
Ao falar para uma platéia de políticos, diretores da Petrobras, artistas e dirigentes sindicais, o presidente voltou a defender mudanças nas regras do setor petrolífero. “Ao mesmo tempo em que o país tem grandeza para respeitar contratos, também a tem para mudar pensando nas garantias que o país poderá dar para nossos filhos e netos”. O presidente destacou a “crescente importância” que o Brasil vem ganhando no cenário internacional e lembrou que o país, cada vez mais, vem sendo chamado para as reuniões das principais nações do mundo.
 
“O Brasil está se tornando um país importante, porque agora eu sou chamado para o G8, o G20. Veja como Deus é onipotente: a grande lição do século 21 é que o fracasso da economia mundial não foi causada pelos países emergentes, mas pelos pós-graduados que sabiam tudo quando a crise era na Bolívia ou em outros países e não sabem nada agora quando ela esta instalada em seu próprio quintal.”
 
Estiveram presentes à solenidade na Marina da Glória o vice-presidente José Alencar, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, além do governador Sérgio Cabral, do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli.
 
Fonte: Agência Brasil
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