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Prefeito não acredita em divergência política em Madeiro: “fatalidade”

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O prefeito de Madeiro, Pedro Filho (Progressistas), que assumiu o cargo após o assassinato do então prefeito Zé Filho, morto a tiros em novembro do ano passado enquanto acompanhava uma partida de futebol na cidade, não acredita que a motivação para o crime tenha sido política. Ele definiu o caso com uma “fatalidade” oriunda de um problema familiar.

“Eu não acredito que tenha sido divergência política. Eu acredito que isso aí foi uma fatalidade, um problema familiar. Todo mundo sabe disso”, afirmou o gestor em entrevista à TV Cidade Verde.

Pedro Filho ressaltou que, desde quando assumiu a prefeitura, vem mantendo um posicionamento neutro sobre o fato e admitiu estar passando por dificuldades.

“Desde quando a gente assumiu o governo, eu fiquei muito neutro, pois eu não sabia nem o que era aquilo que tinha acontecido. De lá para cá eu venho tendo algumas dificuldades, não com a opinião pública. A polícia fez o trabalho dela. As instituições são muito fortes”, afirmou, sem revelar que dificuldades seriam essas.

O gestor lamentou a morte do prefeito e disse que seu trabalho frente o executivo municipal é de garantir tranquilidade para a cidade.

“A gente só tem a lamentar tudo isso que aconteceu. O ex-prefeito era meu compadre, pessoa da minha estima, meu amigo. A gente tem uma história como vereadores. É um episódio notório na cidade. Na minha postura de primeiro momento era trazer tranquilidade na minha cidade. E eu mantive isso. Em nenhum momento durante esses 6 meses eu nunca fui pra justiça, não me chamaram pra depor. Em momento algum”, declarou.

Foto: Renato Andrade

Atentado 

Sobre os tiros disparados contra a casa do advogado Francisco Miranda, que prestou serviços para o prefeito assassinado, Pedro Filho cobrou providências das autoridades policiais.

“Eu quero realmente a verdade. A segurança tem que me dar uma resposta. Eu vou acompanhar de perto. Estou levando a patrulha rural, o serviço de inteligência da polícia e toda a segurança para desvendar essa situação”, finalizou.

Hérlon Moraes
[email protected]

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