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Brasil ganha uma medalha de cada cor no Mundial de Vôlei de Praia

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O Brasil fez a melhor campanha possível no mata-mata do Campeonato Mundial de Vôlei de Praia. No feminino, tinha uma única possibilidade de medalha, e ganhou ouro com Duda e Ana Patrícia. 

Imagem: FIVB

No masculino, sem conseguir competir contra os excelentes noruegueses Anders Mol e Christian Sorum, faturou uma prata com Renato Andrew/Vitor Felipe e um bronze com André Stein/George.

Se Duda e Ana foram perfeitas no feminino, com oito vitórias em oito jogos e apenas um set perdido, no masculino a dupla da Noruega mostrou por que é campeã olímpica. Em oito partidas, também só perderam um set, nas oitavas de final. 

Depois, trataram de serem algozes do Brasil: 2 a 0 em Alison/Guto, 2 a 0 em André/George e 2 a 0, neste domingo (19), em Renato e Vitor Felipe, parciais de 21/15 e 21/16.

Dos quatro homens brasileiros no pódio, só o capixaba André Stein, campeão mundial em 2017 com Evandro, já tinha uma medalha em uma competição deste nível. 

E todos treinam no mesmo lugar, o CT Cangaço, em João Pessoa (PB), sob o comando de Ernesto Vogado. É um deslocamento do eixo do vôlei de praia masculino do Brasil, da dobradinha Rio/Vila Velha para a Paraíba.

Em comum também o fato de que nenhum dos quatro tem participação em Jogos Olímpicos, o que significa que eles são a renovação do vôlei de praia brasileiro, que passou em branco em Tóquio, pela primeira vez em uma Olimpíada.

Dos que fracassaram no Japão, só Alison (com Guto) e Bruno Schmidt (com Saymon) foram ao Mundial. Evandro e Álvaro Filho não se classificaram.

Enquanto o Brasil disputava final e decisão de terceiro lugar no Mundial em Roma, Alison anunciou, via assessoria de imprensa, que encerrou a dupla com Guto e que vai tratar uma fascite plantar, sem perspectiva de voltar às quadras.

No comunicado, disse que 'tem planos" para Paris-2024, mas que a prioridade agora é a recuperação das dores no pé direito.

A corrida olímpica começa só no ano que vem, mas o Mundial de Roma mostrou Renato/Vitor Felipe e André/George como favoritos a ficar com as duas cotas do país. 

Dos quatro, o mais jovem é Renato Andrew, que venceu dois Mundiais Sub-19 na base (um deles com o irmão gêmeo Rafael) e é apontado como grande jogador revelado pelo Brasil nos últimos ciclos. Ele tem só 22 anos. George tem 25 e, André, 27. O mais velho do grupo é Vitor Felipe, com 31.

A tendência é as demais duplas se reorganizarem, principalmente agora que Guto, de 28 anos, está sem parceiro.

Dos principais nomes do país, Bruno Schmidt tem 35, Saymon 28, e tanto Evandro quanto Álvaro Filho, 31. Dificilmente os representantes do Brasil em Paris não saem deste grupo.

Fonte: UOL/FOLHAPRESS

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