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Hulk marca de pênalti e garante o Atlético-MG nas quartas da Libertadores

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Vilão num dia, herói no outro. O atacante Hulk foi o personagem da classificação atleticana ao marcar, de pênalti, o gol que deu a vitória de 1 a 0 sobre o Emelec nesta terça-feira, no Mineirão, pelo jogo de volta das oitavas de final do torneio sul-americano. 

Crédito: Clube Atlético Mineiro/Bruno Sousa

O triunfo garantiu o Atlético-MG nas quartas de final da Copa Libertadores e serviu para aumentar ainda mais a história gloriosa do camisa sete atleticano.

Na semana passada, ele desperdiçou a chance da vitória ao perder uma penalidade no final da partida, quando o jogo estava empatado em 1 a 1, no confronto de Guayaquil. 

No meio de semana, pelo Campeonato Brasileiro, o jogador voltou a ser testado quando o Atlético-MG teve um pênalti a seu favor em Caxias do Sul. Sem se abalar, ele bateu firme e ajudou a construir os 2 a 1 sobre o time gaúcho.

O Atlético-MG agora espera a definição do vencedor de Palmeiras e Cerro Porteño, que se enfrentam nesta quarta, no Allianz, para conhecer o seu adversário na próxima etapa da Libertadores. 

Na última edição de Libertadores, as duas equipes se encontraram nas semifinais e o time paulista acabou se garantindo na decisão da competição.

Como era de se esperar, o Atlético-MG partiu para a pressão total no início do jogo a fim de sufocar o Emelec. Ora em jogadas de penetração, ora em arrancadas de Hulk, o time mineiro foi criando e desperdiçando várias chances de gol. A movimentação de Calebe, Nacho Fernández e Otávio ajudou a confundir a marcação adversária, mas os erros de finalização foram enervando a torcida no Mineirão.

As bolas paradas também foram motivo de preocupação para a defesa equatoriana. Pelo menos em duas oportunidades, a equipe brasileira desperdiçou o gol em lances na pequena área.

Restou a o Emelec reforçar a marcação à frente de sua área e ter eficiência na bola aérea para não ser surpreendido pelo alto. 

Sem Ademir, que testou positivo para covid-19, Hulk acabou sendo o centro das atenções. Bem vigiado, ele chegou a recuar um pouco para trabalhar como armador a fim de dar assistências para as investidas de Nacho Fernández.

O Emelec abdicou de atacar. O primeiro bom chute saiu apenas aos 36 minutos. Com a diminuição de ritmo do Atlético-MG os visitantes passaram a tocar mais a bola e conseguiram cadenciar a partida no final a fim de levar o 0 a 0 para o intervalo.

O Atlético-MG voltou ligado e levantou a torcida logo aos 3 minutos em chute de Calebe pela direita de seu ataque. O Emelec, no entanto, passou a enervar o adversário para tentar tirar o foco da equipe brasileira. 

A falta de aproximação obrigou os mineiros a conduzir mais a bola. Os seguidos erros de passe facilitaram a estratégia dos equatorianos de picotar a partida com faltas no meio-campo.

Sem chances claras de gol, a oportunidade mais aguda acabou sendo o pedido de um pênalti em jogada de Hulk pela direita. O atacante foi no fundo e cruzou para trás. A bola bateu no braço do zagueiro do Emelec, o lance teve a revisão do VAR, mas nada de irregular foi assinalado.

O tempo passou a jogar contra o Atlético-MG. Mais condicionado fisicamente, o Emelec cresceu na parte final e começou a incomodar nos contragolpes.

A tensão já dominava a partida quando um lance fortuito acabou mudando a sorte do jogo. Vargas tentou o cruzamento e a bola tocou no braço de Guevara dentro da área. Hulk foi para a cobrança do pênalti e mandou no canto para fazer 1 a 0 e incendiar o Mineirão.

A partir daí, o que se viu foi o Atlético-MG recuado a fim de garantir a vantagem. O Emelec bem que esboçou uma reação, mas não teve forças para conseguir superar a retranca mineira no final.

Fonte: Estadão Conteúdo

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