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Acusado de matar desafeto e de ficar foragido por 18 anos será julgado pelo Tribunal do Júri

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Foto: Paula Monize/Cidadeverde

A juíza Nilcimar Rodrigues, da 5ª Vara da Comarca de Picos, pronunciou Edinaldo Martins da Silva para ser julgado pelo Tribunal Popular do Júri pelo assassinato de Juciê Moura Santos em 2003. Ele ficou quase 18 anos foragido após o crime e só foi preso em 2021.

O crime ocorreu no dia 19 de novembro de 2003, no município de Wall Ferraz, a 329 km de Teresina. Segundo a denúncia, o acusado saiu de uma vaquejada e estava indo para um bar quando encontrou Juciê no caminho.

Os dois homens tiveram um desentendimento, e o acusado, que estava com uma arma, realizou disparos contra a vítima, que foi atingida com três tiros, não resistiu e morreu.

Após o crime ele fugiu e ficou foragido, mas foi preso em 28 de setembro de 2021, no município de Santa Luz. Em decisão do dia 29 de julho deste ano, a juíza Nilcimar decidiu levar o caso para o Tribunal do Júri.

“As afirmações do denunciado em sede de persecutio criminis in judicio, divergem substancialmente com as trazidas pela maioria das testemunhas conhecedoras do fato, especificamente quanto às condutas por ele supostamente perpetradas, o comportamento da vítima, bem como as circunstâncias que deram causa às agressões. Note-se que para fins de pronúncia não se exige prova inconteste da autoria e/ou participação, mas contenta-se o dispositivo legal com indícios (art. 413 do CPP), os quais, estão presentes”, afirmou a juíza na decisão.

Ela ainda manteve a prisão preventiva, por isso ele não vai poder recorrer em liberdade após ficar quase 18 anos foragido. “É de se mencionar que o ora réu permaneceu em local incerto e não sabido desde o dia dos fatos até o cumprimento do mandado de prisão preventiva, que ocorreu no dia 28 de setembro de 2021,ou seja, por longos anos, sendo patente o risco de que em liberdade poderá incorrer em nova circunstância que prejudicará o correto andamento do feito e o julgamento pelo Conselho de Sentença do Tribunal do Júri”, explicou.


Bárbara Rodrigues
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