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PF faz operação contra fraudes bancárias e cumpre mandados em Teresina

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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (2) uma operação para desarticular esquemas criminosos voltados à prática de fraudes em contas eletrônicas mantidas em diversas instituições bancárias do país. O montante de fraudes bancárias eletrônicas investigadas totaliza R$ 18,2 milhões. Estão sendo cumpridos 43 mandados de prisão no Piauí e em outros 12 estados. 

Em Teresina, as equipes da Polícia Federal cumpriram nas primeiras horas de hoje quatro mandados de busca e apreensão. Com os investigados, foram apreendidos diversos documentos e cartões bancários em nome de terceiros, que, segundo a PF, indicam o uso em fraudes. Ao todo, 20 policiais federais participam dos trabalhos no Piauí. 

"Nos últimos anos, a Polícia Federal detectou um aumento considerável da participação consciente de pessoas físicas em esquemas criminosos, para os quais “emprestam” suas contas bancárias, mediante pagamento. Este “lucro fácil”, com a cessão das contas para receber transações fraudulentas, possibilita a ocorrência de fraudes bancárias eletrônicas que vitimam inúmeros cidadãos. Tais pessoas são conhecidas, no jargão policial, como Laranjas", informou a Polícia Federal, em nota.

Foto: Divulgação/PF

 

A Polícia Federal alerta a sociedade que: emprestar contas bancárias para receber créditos fraudulentos é crime, além de provocar um dano considerável aos cidadãos, quer pelo potencial ofensivo deste tipo de conduta delitiva, a qual tem sido um dos principais vetores de financiamento de organizações criminosas, como também pelos prejuízos financeiros a milhares de brasileiros.

Os investigados podem responder pelos crimes associação criminosa, furto qualificado mediante fraude, uso de documento falso e falsidade ideológica, cujas penas podem somar mais de 20 anos de prisão.

Foto: Divulgação/PF

Tentáculos

A ação é resultado de mais uma iniciativa da Força-Tarefa Tentáculos, instituída pela Polícia Federal para a repressão a fraudes bancárias eletrônicas, a qual envolve esforço cooperativo e integração com as Polícias Civis e as instituições bancárias, por meio da Febraban. Destaca-se o apoio operacional da Unidade Especial de Investigação a Crimes Cibernéticos, a qual iniciou as atividades recentemente e já tem participação em sua segunda operação de grande porte.

 

 

 

Natanael Souza (Com informações da PF)
[email protected] 

 

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