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Violência familiar desenvolve prejuízos psicológicos e emocionais em crianças

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Foto: Agência Senado



O Agosto Lilás é uma campanha instituída por lei para enfrentamento à violência doméstica contra a mulher. O objetivo é intensificar a divulgação da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06), que comemora no mês de agosto de 2022, 16 anos de promulgação.

A violência doméstica e familiar contra a mulher é um fenômeno que atinge milhares de brasileiras. O Brasil é o quinto país do mundo que mais mata mulheres, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas pra os Direitos Humanos (ACNUDH).

Quase metade das mulheres assassinadas no país são mortas por pessoas com quem mantém ou mantiveram relação íntima de afeto. Como se não bastasse a violação dos direitos das mulheres, esse tipo de violência atinge também os direitos das crianças e adolescentes que acabam testemunhando as agressões.

Pesquisas realizadas no Brasil e nos Estados Unidos indicam que crianças e adolescentes que testemunham violência conjugal, que vivem em ambiente tenso e violento, tendem a desenvolver diversos prejuízos psicológicos e emocionais, como depressão, ansiedade, comportamentos agressivos, além de consequências sociais e educacionais.

Segundo o psicólogo Carol Costa Júnior, esses sintomas precisam ser observados com muita cautela. “A criança que vive em um ambiente onde a violência predomina, ela tende a reproduzir esse comportamento seja na escola, em casa e na sociedade como um todo. E isso precisa ser observado de perto”, alerta.

“Então, se uma criança, por alguma consequência, muda de comportamento, apresenta um comportamento agressivo ou busca a reclusão e apresenta choro fácil, é necessário encaminhá-la o mais rápido a um psicólogo. Ele tem as ferramentas e o conhecimento para ajudar a criança nesse momento”, alerta o especialista.

 

Da Redação
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