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Acusados de matar corretor Fábio Brasil são julgados 10 anos após o crime

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O Tribunal Popular do Júri da comarca de Teresina deu início nesta quinta-feira (25) ao julgamento de Jhonatan de Souza Silva e Elker Farias Veloso, acusados do assassinato do corretor de veículos Fábio dos Santos Brasil Filho, em 31 de março de 2012. O julgamento está sendo conduzido pelo juiz Antônio Nollêto.

Pelo crime foram indiciadas seis pessoas, mas nesta quinta-feira serão julgados Jhonatan de Sousa, que é acusado de realizar os disparos e já foi condenado por outros 4 homicídios, e suspeito de matar mais de 40 pessoas. Também será julgado Elker Farias que estava conduzindo o veículo que deu fuga a Jhonatan. Os dois são os mesmos acusados que participaram do assassinato do jornalista Décio Sá no Maranhão, onde já foram julgados e condenados pelo crime.

Segundo o promotor Rômulo Cordão, que atua na acusação, os acusados faziam parte de grupo de agiotagem que tinham contratos com diversos municípios no Maranhão, onde fraudavam licitações. Fábio Brasil teria participado desse grupo, mas devido a um desentendimento, a morte dele teria sido encomendada.

Foto: Reprodução redes sociais

Fábio Brasil

Fábio Brasil foi assassinado em março de 2012 quando estava dentro de um veículo na Avenida Miguel Rosa. A dupla teria recebido R$ 100 mil  pelo crime. Segundo a investigação, três semanas após o crime, essa mesma dupla matou o jornalista Décio Sá, que estava fazendo reportagens sobre contratos fraudulentos envolvendo esse grupo de agiotagem.

“São atribuídos aos dois a execução imediata da vítima Fábio Brasil, ambos envolvidos com o crime de pistolagem, ambos têm condenações no estado do Maranhão pela morte do jornalista Décio Sá, ocorrido logo após o assassinato do Fábio Brasil em Teresina. Tem condenações no Maranhão e no estado do Pará, e agora terá julgamento pelos crimes praticados em Teresina, onde não deram chance de defesa da vítima e também foi praticado por promessa de recompensa, já que o delito foi contratado ao valor de R$ 100 mil para realizar assassinato na capital piauiense. Hoje temos o desfecho em relação a esses dois réus. O processo começou com seis, ainda faltam 4 para serem julgados, pois os demais estão em grau de recurso, mas hoje os autores imediatos, os executores serão julgados”, disse o promotor Rômulo Cordão.

Segundo o promotor, Jonathan é bastante conhecido pelo crime de pistolagem. “Jhonatan tem mais de 40 homicídios, já tem 4 condenações por homicídios, mais de 100 anos de prisão e envolvido em outras investigações, já que ele atuava em uma agência do crime no Maranhão para praticar esses delitos sob encomenda para pessoas queriam exterminar os seus desafetos”, destacou.

Para os julgamentos, Jhonatan foi recambiado do presídio de Pedrinhas, em São Luís no Maranhão, e Elker foi recambiado de um presídio no estado de Minas Gerais.

Bárbara Rodrigues e Tiago Melo
[email protected]

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