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Conheça Jeferson Probo, piauiense que busca vaga nas Olímpiadas dos Transplantados em 2023

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“Eu recebi o diagnóstico e encarei como as Olímpiadas da minha vida”, essa frase é do professor Jeferson Probo, 46 anos, transplantado de fígado e hoje em dia triatleta.  Porém a relação dele com o esporte surgiu junto com a oportunidade vivo quando conseguiu um doador compatível e fez o seu transplante de órgão no ano de 2019. De lá para cá, uma nova vida agora pautada pelas atividades físicas – correr, nadar e pedalar e com direito a competições. A última delas os II Jogos dos Transplantados em Curitiba-PR de onde voltou com quatro medalhas de bronze. 

“Eu vejo como uma oportunidade principalmente de tirar um certo tabu com pessoas que são transplantadas. As pessoas acham que pessoas transplantadas não podem praticar exercícios físicos ou modalidade esportiva e a gente está aqui para provar que é perfeitamente viável, pode acontecer e deve acontecer porque o esporte, os exercícios físicos fazem parte do tratamento após o transplante”, narrou Jeferson Probo, 46 anos.

Foto: Arquivo pessoal

No ano de 2018, o professor Jeferson foi diagnosticado com uma hemocromatose, doença genética que causa o acumulo de ferro nos órgãos e articulações. Com o tempo, fez com que seu fígado ficasse em estado crítico e a única forma de sobreviver seria um transplante. Três anos após o transplante, o piauiense levanta a bandeira e tenta em seu discurso conscientizar da importância da doação de órgãos. 

“Quando elas em um momento de dor dizem sim, mas de oito vidas podem renascer. Eu fui uma delas. Estou aqui trabalhando, praticando esportes e tendo uma vida transformada, com novas perspectivas graças a doação de órgãos. Essa virada de chave em minha vida que foi o transplante ele me trouxe além da segunda chance de está aqui, ele me trouxe uma reflexão sobre a qualidade de vida”, frisou Jeferson Probo. 

Neste momento os atletas transplantados do Brasil que tem interesse em disputar a os Jogos Olímpicos dos Transplantados na Austrália, em abril de 2023 precisam ter pelo menos duas competições oficiais de triatlo para poder fazer a inscrição. 

“As Olímpiadas da Austrália vão para sua 23ªedição e para participar dessa olimpíada os atletas, não só eu, temos outros atletas transplantados e para que a gente vá representar nosso estado precisamos de apoio. São 30 mil reais e obviamente estamos buscando isso”, acrescentou o piauiense. 

O Piauí tem mais alguns nomes que também estão buscando chegar até os jogos na Austrália em 2023. Além de Jeferson Probo, Gabriela Noronha e Allison Carvalho que mora fora do estado, mas é piauiense e é o melhor corredor transplantado do Brasil. 


Fila transplantes no Brasil

O Brasil tem atualmente 56.847 pacientes aguardando transplantes. A maioria (32.481) espera a doação de um rim. Os dados foram divulgados no mês de junho pelo Ministério da Saúde durante o lançamento do QualiDot (Programa de Qualificação do Sistema Nacional de Transplantes).

 

 

Pâmella Maranhão 
[email protected]

 

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