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Cerca de 8% da população mundial apresenta Transtorno de Déficit de Atenção

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Foto: Arquivo/Cidadeverde

 

Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade é um transtorno do neurodesenvolvimento. O TDAH está relacionado a alterações de início precoce no desenvolvimento, que podem cursar com déficits no funcionamento pessoal, social, acadêmico ou profissional. De acordo com a Associação Brasileira do Déficit de Atenção - ABDA, o número de casos de TDAH variam entre 5% e 8% a nível mundial. Estima-se que 70% das crianças com o transtorno apresentam outra comorbidade e pelo menos 10% apresentam três ou mais comorbidades.

O TDAH pode estar relacionado a ligações gênicas e familiares, segundo Luiz Augusto Rode, professor titular de psiquiatria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). “O TDAH tem um forte componente genético, então não é incomum que o pai leve o filho para a consulta e comece a se identificar com os questionamentos levantados pelo médico. Em torno de 30% das crianças diagnosticadas vão ter um ou ambos os pais com o transtorno”.

Ainda segundo o psiquiatra, não é correto afirmar que houve aumento de casos de TDAH ao longo dos anos, mas sim, aumento de diagnósticos. “As pessoas que têm TDAH estão sendo mais reconhecidas, mais acolhidas dentro dos serviços de saúde e educacionais. Estamos lidando melhor com rótulos antigos que esse público recebia e acabavam não encontrando diagnóstico e tratamento adequado”, defendeu Rode.


Sintomas

O transtorno é caracterizado por três principais sintomas:

Desatenção;
Hiperatividade;
Impulsividade.
Não existem exames para a identificação de transtornos mentais. O diagnóstico para TDAH é realizado de modo clínico, podendo contar com o suporte de escalas e testes específicos.

Essas características podem ser apresentadas por qualquer indivíduo e em qualquer momento da vida, mas os primeiros sintomas geralmente são identificados entre crianças e adolescentes. Os responsáveis devem observar os sinais de alerta e procurar ajuda profissional quando se tornam recorrentes e/ou trazem algum prejuízo nas atividades diárias. “Todo mundo, em alguma situação de maior estresse ou similar, vai ter algum nível de desatenção e apresentar agitação. O que deve chamar a atenção dos pais e responsáveis é quando essa desatenção, hiperatividade ou impulsividade são intensas. É a característica predominante do indivíduo e que causa prejuízos”, completou Rode.


SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza atendimento para pessoas em sofrimento psíquico por meio dos serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). A Atenção Primária à Saúde é a porta de entrada para o cuidado e desempenha papel fundamental na abordagem dos Transtornos Mentais, principalmente os leves e moderados, não só por sua capilaridade, como também por conhecer a população, o território e os determinantes sociais que interferem nas mudanças comportamentais.

Nos transtornos do neurodesenvolvimento, o diagnóstico precoce é fundamental para o devido prognóstico e articulação intersetorial, principalmente com as escolas, indispensáveis no cuidado da pessoa com TDAH.

Diferentes níveis de complexidade compõem o cuidado, sendo os CAPS, em suas diferentes modalidades, pontos de atenção estratégicos da RAPS. Serviços de saúde de caráter aberto e comunitário, constituído por equipe multiprofissional e que atua sobre a ótica interdisciplinar, podem ser encontrados.

 

Fonte: Ministério da Saúde

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