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Empresário é morto em enterro de ex-sócio assassinado 2 dias antes no RJ

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Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Civil investiga a morte de Fábio de Alamar Leite, 34, baleado em frente ao Cemitério de Inhaúma, na zona norte do Rio de Janeiro. O homem chegava ao enterro do ex-sócio Fabrício Alves Martins de Oliveira, 33, também assassinado, dois dias antes, em um posto de combustíveis em Campo Grande, na zona oeste da cidade. Os agentes da Delegacia de Homicídios apuram se os assassinatos têm ligação.

Fábio foi atacado por dois homens e encapuzados na Avenida Pastor Martin Luther King. Os suspeitos realizaram diversos disparos e fugiram. O empresário chegou a ser socorrido para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, na mesma região, mas segundo a unidade de saúde já chegou sem vida.

Ele participaria da despedida do ex-sócio, com quem trabalhou junto em uma distribuidora de gelo até o ano de 2016. De acordo com as primeiras informações, o vínculo dos dois foi encerrado na época. Fabrício foi morto no domingo (2), enquanto aguardava para abastecer o carro na Estrada do Mendanha, em Campo Grande. Pelo menos três suspeitos se aproximaram em um veículo e efetuaram diversos disparos contra a vítima, que morreu no local.

"Nós estamos com muito medo, porque realmente foi tudo muito estranho. Todo mundo conhecia os dois, sabemos que tiveram algumas 'coisas erradas' no passado, mas hoje em dia estava tudo bem. Ninguém sabe de desavenças. Os dois eram amigos, não tinham rixas. As famílias estão com medo de algo acontecer algo com um deles. Só sei que a tristeza está muito grande, porque foram perdas repentinas e uma atrás da outra", conta um amigo de ambas as vítimas que pediu para não ter o nome divulgado.

INVESTIGAÇÃO

De acordo com testemunhas, pelo menos um dos assassinos envolvidos na primeira morte estaria usando uma camisa com a inscrição da Polícia Civil. A investigação apura se a milícia local -com forte atuação na região- estaria envolvida no crime.

Outro fator importante para essa linha de investigação é que Fabrício tinha passagens pela polícia por crimes de furto e contrabando de cigarros -um dos setores mais explorados por milicianos da região.

Procurada, a Polícia Civil não se manifestou sobre a denúncia de testemunhas. No entanto, de acordo com integrantes da Delegacia de Homicídios da Capital, diligências já estão sendo realizadas para buscar testemunhas e imagens de câmeras de segurança para confirmar envolvimento do grupo paramilitar, pois informam que milicianos costumariam utilizar uniformes da corporação enquanto atuam na área.

 

Fonte: Folhapress (Tatiana Campbell) 

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