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Lula pede a apoiadores que não aceitem provocações de bolsonaristas

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Foto: Ricardo Stuckert


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (17) que seus apoiadores não devem aceitar provocação de bolsonaristas e devem evitar brigas.

"Quero pedir a cada um de vocês que até o dia 30 não aceitassem nenhuma provocação, não aceitassem provocação de bolsonarista. Se vocês encontrarem bolsonarista nervoso, vocês perguntem a ele qual é a obra que Bolsonaro fez em São Paulo. E se ele estiver muito nervoso, em vez de brigar, não brigue, vá para casa e mande ele morder a própria língua que ele vai saber o que é bom", disse Lula.

A 13 dias do segundo turno, o petista também pediu que seus apoiadores conversem com pessoas que ainda estão indecisas ou que não foram votar –a campanha de Lula trabalha para diminuir a abstenção no dia da votação.

"Precisamos visitar as pessoas que estão em dúvida, pessoas que não quiseram votar, que se abstiveram de votar para a gente convencer elas a votarem no Haddad e no Lula."

O ex-presidente também voltou a criticar os decretos de sigilo do governo Jair Bolsonaro (PL). "Precisamos ganhar essas eleições para moralizar esse país. Não vai ter nada de sigilo de cem anos. Tudo será aberto para que o povo saiba."

Lula participou de caminhada em São Mateus, zona leste de São Paulo. Ele estava acompanhado de seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), e do candidato do PT ao governo do estado, Fernando Haddad.

A socióloga Rosângela da Silva, a Janja, casada com Lula, também participou, assim como o deputado estadual eleito Eduardo Suplicy e os deputados federais eleitos Guilherme Boulos (PSOL), Juliana Cardoso (PT) e Luiz Marinho (PT).

A caminhada começou pouco depois do meio-dia e teve duração de cerca de uma hora. O ex-presidente acompanhou o trajeto em cima de uma caminhonete sem proteção no teto e nas laterais. A caminhada foi embalada por jingles da campanha e pequenas falas de Lula e seus aliados.

Haddad afirmou que será "de virada" o resultado para o Governo de São Paulo e criticou seu adversário, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

"Temos que virar votos em São Paulo para dar margem para o Lula e mandar o Tarcísio para o Rio de Janeiro. Estamos procurando o Tarcísio há uma semana e não achamos ele", disse.

À tarde, Lula participará de encontro com padres, freiras e religiosos. É esperada a participação da senadora Simone Tebet (MDB), terceira colocada no primeiro turno, que declarou apoio à candidatura de Lula no segundo turno.

 


Fonte: Folhapress

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