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Metástase: entenda por que um câncer se espalha

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Foto: Freepik

 

Tumor é um crescimento celular anormal em qualquer parte do corpo. O que vai determinar se esse tumor é ou não um câncer é a maneira como essas células se multiplicam, ou seja, tumores podem ser benignos ou malignos. Tumores benignos geralmente têm um crescimento mais lento e não geram metástases. Quando há replicação desorganizada e com risco de atingir tecidos e órgãos vizinhos, esse tumor é maligno. O Ministério da Saúde conversou com o médico oncologista Gélcio Mendes para sanar algumas dúvidas sobre o assunto.


MS: Quando o processo de metástase acontece?

GM: Tumores malignos, ou seja, cânceres, têm a capacidade de invadir tecidos ao redor do local onde surgem. Algumas dessas células podem entrar na circulação sanguínea ou linfática e até mesmo se lançarem em cavidades, como, por exemplo, a cavidade peritoneal ou cavidade pleural. Quando isso acontece, surgem novos tumores, onde essas células se alojam. Surgem, assim, as metástases pulmonares, no fígado, nos ossos, no cérebro. Esse processo pode ocorrer desde a fase mais precoce do desenvolvimento dos tumores, porém, com maior frequência, nas fases mais avançadas.


MS: Quais os órgãos mais atingidos?

GM: Cada tipo de tumor tem características de localização e comportamento diferentes, então podem produzir metástases em vários órgãos com frequências distintas. Os órgãos mais comumente comprometidos, por exemplo, no câncer de pulmão, vão ser os gânglios linfáticos, o próprio pulmão, a glândula suprarrenal, o fígado, os ossos e o cérebro. No caso do câncer do estômago e do intestino, os gânglios linfáticos, o fígado e o peritônio vão ser os principais locais de surgimento de metástase. No câncer de próstata, os gânglios linfáticos e os ossos. Para o câncer de mama, os gânglios linfáticos, o fígado, os ossos e o pulmão. Para o câncer da tireoide, o pulmão e os ossos são as localizações de escolha. Assim, a frequência da metástase varia segundo o tipo de câncer.


MS: Cânceres metastáticos estão em estágio avançado?

GM: A presença de metástase configura a extensão da doença para além do local onde ela surgiu. Nessa situação, a proposta de tratamento curativo é infrequente. Entretanto, grande progresso tem sido alcançado com a utilização de quimioterapia, hormonioterapia, imunoterapia e drogas alvo. Com esses tratamentos, em muitos casos, transformamos o câncer metastático em uma doença crônica, com uma longa evolução e a manutenção da qualidade de vida do paciente.


MS: Como é o tratamento?

GM: Varia de acordo com a característica do tumor primário, ou seja, o tratamento é baseado no local onde surgiu o câncer. Essa metástase pode estar em vários outros órgãos. Geralmente se utiliza o tratamento medicamentoso, que é baseado em quimioterapia, hormonioterapia, imunoterapia, drogas alvo ou mesmo a cirurgia. Excepcionalmente, pode haver indicação de cirurgia para ressecção de metástases confinadas a uma única localização. A radioterapia é feita normalmente para controlar sintomas, como uma dor óssea ou sangramento. Porém, eventualmente, a radioterapia também pode ser utilizada para o tratamento radical do câncer com metástases.

 

Fonte: Ministério da Saúde

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