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Ministério da Saúde alerta para os sintomas da Polimialgia Reumática

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Foto: Freepik 

A Polimialgia Reumática (PMR) é uma doença inflamatória comum em pessoas acima de 50 anos e mais incidente em mulheres. A alta ocorrência após essa idade sugere que esteja de alguma forma relacionada com o processo de envelhecimento. Segundo dados do Sistema de Informação da Atenção Básica (SISAB), foram registrados mais de 1,4 mil atendimentos de pessoas com PMR na Atenção Primária a Saúde (APS) em 2021.

Entre os sintomas está dor intensa nos ombros, região cervical e cintura pélvica, que surge de forma repentina e pode impactar na execução de tarefas diárias. Algumas pessoas acometidas pela doença podem apresentar sensação de “rigidez matinal” (dificuldade em começar movimentos ao acordar) com uma duração superior a 45 minutos, além de dor e inchaço nas articulações das mãos e punhos, perda de apetite, perda de peso, cansaço maior que o habitual e febre baixa.

O diagnóstico da doença é feito a partir de uma avaliação clínica que inclui exame físico e análise do conjunto de sintomas, associadas a exames laboratoriais. Exames de imagem e eletromiografia eventualmente podem ser necessários. Por se tratar de uma doença que possui sintomas semelhantes a outras enfermidades, o diagnóstico diferencial é de extrema relevância.

O atendimento das pessoas com suspeita de polimialgia é realizado na Atenção Primária a Saúde e, caso necessário para a elucidação diagnóstica e tratamento, pode ser feito o encaminhamento para a Atenção Especializada, seguindo o fluxo de regulação local.

O tratamento medicamentoso costuma envolver o uso de corticosteroides em doses baixas e deve ser definido de forma individualizada, com base na avaliação médica. A prática de atividade física e a alimentação saudável também são trabalhadas na APS e são grandes aliados para o tratamento complementar, contribuindo para a melhora da qualidade de vida dessas pessoas.

Relação da PMR com Arterite de Células Gigantes (ACG)

Cerca de 20% dos pacientes com PMR apresentam um processo inflamatório de algumas artérias, condição conhecida como arterite de células gigantes (ACG) ou arterite temporal, devido à alta frequência do acometimento das artérias nas regiões das têmporas, responsáveis pela irrigação dos nervos ópticos, capaz de causar cegueira.

A arterite de células gigantes pode se desenvolver no início da polimialgia reumática ou posteriormente e, às vezes, mesmo após a doença estar aparentemente curada. Portanto, todas as pessoas devem informar imediatamente ao seu médico a ocorrência de dores de cabeça, dores musculares durante a mastigação, dores incomuns e fadiga nos braços ou pernas durante a atividade física ou problemas de visão.

 

Fonte: Ministério da Saúde 

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