Cidadeverde.com
Vida Saudável

Brasil registrou 207 óbitos de homens por câncer de mama em 2020

Imprimir

Foto: Freepik 

Apesar de raro, o câncer de mama também pode acometer homens. Os casos representam 1% do total, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Em 2020, foram registrados 207 óbitos de homens por câncer de mama no Brasil.

A doença é causada pela multiplicação desordenada de células anormais, formando um tumor que pode invadir localmente a parede torácica ou outros órgãos (metáteses). Há vários tipos de câncer de mama. Alguns têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem lentamente. A maioria dos casos, quando tratados adequadamente e em tempo oportuno, apresentam bom prognóstico.

Homens não têm as mamas desenvolvidas, porém, assim como as mulheres, possuem tecido mamário, ainda que plano e pequeno, e podem desenvolver a doença. Os tipos de câncer de mama masculino são:

  • Carcinoma Ductal In Situ: células cancerígenas se formam nos ductos da mama, mas não os invadem ou espalham para fora da mama;
  • Carcinoma Ductal Invasivo: atinge a parede do ducto e se desenvolve pelo tecido da glândula mamária. Pode se espalhar para outros órgãos e representam 80% dos tumores;
  • Carcinoma Lobular Invasivo: cresce no lóbulo da mama. É o tipo mais raro nos homens;
  • Doença de Paget: começa nos ductos mamários e provoca crostas no mamilo, escamas, coceira, inchaço, vermelhidão e sangramento;
  • Câncer de Mama Inflamatório: é bem raro em homens e consiste na inflamação da mama que provoca o seu inchaço, vermelhidão e queimação, ao contrário de formar um nódulo.

Alguns fatores podem aumentar o risco de desenvolvimento do câncer de mama nessa população:

  • Alteração no gene BRCA2 e história familiar;
  • Condições que podem aumentar o nível de estrogênio no corpo, como obesidade, alcoolismo, síndrome de Klinefelter e doença hepática;
  • Radioterapia prévia para a área do tórax.

Por ser raro, o câncer de mama em homens é, normalmente, abordado de acordo com as condutas indicadas para mulheres. Apesar disso, a comunidade médica dedica esforços para compreender melhor as características da doença na população masculina.

 

Fonte: Ministério da Saúde 

Imprimir