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Marcelo Castro diz que Rafael deveria compor equipe ouvindo partidos

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Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado 


O senador Marcelo Castro (MDB) disse, em entrevista ao Jornal do Piauí desta segunda-feira (14), que discorda da estratégia usada pelo governador eleito Rafael Fonteles (PT) na formação do seu secretariado.   

“Eu faria em termos de partido e deixaria que ele negociasse internamente, porque o partido sabe as suas carências, suas deficiências, onde deve priorizar e onde não deve. Mas não sou o Rafael, ele tem o direito de fazer isso”, pontuou o parlamentar. 

O presidente do diretório estadual do MDB destacou que o petista preferiu não tratar a indicação de cargos e espaços no governo com os partidos que integraram a coligação, mas sim negociar individualmente com lideranças políticas e deputados. 

“Não houve um tratamento de partido. Ele não chamou o MDB para negociar, não chamou o PSD para negociar. Chamou lideranças e deputados de cada um desses partidos e negociou individualmente. Não houve um tratamento partidário”, avaliou o parlamentar.

Alepi

Por fim, Marcelo Castro comentou a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi). Apesar de defender o consenso da base aliada pelo nome de Severo Eulálio (MDB), não vê problema caso se confirme a disputa com o Partido dos Trabalhadores (PT).

“Acho que com um pouco mais de diálogo vamos chegar ao entendimento de que o Severo deveria ser, consensualmente, presidente da Casa. Se o consenso não for possível, você sabe qual é o grande remédio da democracia, o voto. Teremos que ir para o voto e quem ganhar leva”, finalizou o dirigente partidário. 

PEC da Transição

Relator-geral do Orçamento do próximo ano, Marcelo Castro revelou ainda que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) elaborada pela equipe de transição do novo governo já está negociada com as lideranças do Congresso Nacional, que ainda aguardam a entrega do texto para dar início a tramitação nas casas legislativas. 

A previsão é que a proposta seja apresentada até a quinta-feira (17). “Vamos esperar que a PEC seja efetivamente entregue para que a gente possa tomar as providências. Levar a PEC, que já está negociada com as lideranças do Congresso. Mas uma coisa é você negociar verbalmente, outra coisa é você ver o que está escrito”, disse o senador.

No domingo (13) o senador Ciro Nogueira, atual ministro-chefe da Casa Civil, garantiu que o Progressistas (PP) não será obstáculo para a aprovação da PEC da Transição, porém, defende que a medida seja adotada apenas para os pontos em comuns entre os dois governos e com validade de apenas um ano. Castro, por sua vez, questiona a posição. 

“Se é justo o princípio eu entendo que deve ser para a frente, se não faríamos esse ano e no outro ano teria que fazer de novo, e você sabe como é que são  essas coisas. Então seriam negociações e negociações todos os anos e isso é desgastante”, argumentou o relator-geral do Orçamento do próximo ano.

A PEC da Transição é considerada necessária para garantir a continuidade do benefício mínimo de R$ 600 do Bolsa Família a partir de janeiro. A despesa para assegurar esse valor chega a R$ 157 bilhões. O PT também promete uma parcela extra de R$ 150 por criança de até seis anos no programa social, ao custo de R$ 18 bilhões.

 

Breno Moreno 
[email protected]

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