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Em ato, moradores do Torquato Neto pedem galeria para evitar mortes durante chuvas

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Um grupo de moradores do Torquato Neto, zona Sul de Teresina, foi até a sede da Justiça Federal, localizada na Avenida Miguel Rosa, para protestar pela falta de uma galeria no local, que já registrou em 2018 a morte de Carla Daniela Moraes Rodrigues, de 32 anos, no dia 9 de dezembro após ser arrastada pelas correntezas da água da chuva, no residencial.

Os moradores ainda reclamam da demora em um processo que pede o cancelamento de parcelas das casas do residencial e ajuda de custos para moradores afetados durante as chuvas.  

A confeiteira Socorro Nunes foi uma das moradoras do bairro que estava presente no protesto. À reportagem, ela lamentou a demora na tramitação do processo sobre o pagamento das taxas das casas do residencial, que corre na 5ª Vara da Justiça Federal, e cobrou das autoridades uma resolução. 

Segundo a moradora, qualquer chuva que caía na região provoca grande alagamentos e por conta disso muitos moradores não conseguem nem sair de casa. Devido ao acúmulo de água nas ruas, buracos são formados, o que prejudica a locomoção entre os moradores. 

Fotos: Nataniel Lima/Cidadeverde.com

“Hoje faz exatamente um ano que demos entrada no processo. A gente está com o nosso direito de ir e vir prejudicado. Além da infraestrutura, a gente não tem saúde, não tem educação, falta mobilidade até para a própria segurança pública”, lamentou Socorro Nunes. 

Devido à falta de estrutura, os moradores pedem que o IPTU seja suspenso até que a situação seja resolvida, porque segundo eles, não há motivo para pagamento já que não está tendo saneamento na região. 

“Não temos nenhuma mobilidade. Tem gente que não consegue entrar na sua residência porque tem um buraco enorme, não entra, precisa deixar o carro na esquina. É um risco de ser assaltado, você não guarda sua família. É isso que a gente tá buscando, nosso direito mesmo”, acrescentou Socorro Nunes. 

Abandonou o lar 

A cabeleireira Mari Ferreira morou durante 1 ano no Torquato Neto. No entanto, precisou deixar o lar devido às constantes chuvas e alagamentos na região. Para ela, o sonho da casa própria se transformou em pesadelo. 

“Eu não ganhei a casa. Tive que comprar. Paguei todas as taxas que me pediram e quando recebi a chave fui morar lá. Morei por um ano e quando o primeiro inverno chegou, foi uma coisa surreal. Você nem entra e nem sai da sua casa”, lamentou a cabeleireira.  

 

 

Nataniel Lima 
[email protected]

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