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Após preparação quase perfeita, Brasil vira maior vítima da Copa das lesões

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Foto: Lucas Figueiredo/CBF

A impressão em Turim, na semana de preparação da seleção brasileira, era de alívio porque todos os jogadores saíram ilesos. A discussão era se uma entrada mais ríspida de Dani Alves em Pedro foi fora do tom ou não. Bastou a Copa do Mundo chegar para os problemas, de fato, começarem.

O Brasil chega às oitavas de final com duas lesões irreversíveis dentro da Copa do Mundo: Gabriel Jesus e Alex Telles foram cortados. Além disso, o Brasil não conta no momento com Alex Sandro -o que deixa o técnico Tite sem opções na lateral-esquerda- e vive a dúvida sobre as condições de Neymar. Danilo perdeu dois dos três primeiros jogos do Brasil e vive a expectativa de retorno contra a Coreia do Sul, na segunda-feira (5).

Nenhuma das equipes que chegou ao mata-mata no Qatar teve tantos problemas durante a Copa do Mundo.

A França, que antes de a bola rolar no Qatar já tinha perdido o zagueiro Presnel Kimpembe, os meio-campistas N'Golo Kanté e Paul Pogba e os atacantes Karim Benzema e Christopher Nkunku, viu o lateral-esquerdo Lucas Hernández se machucar com menos de dez minutos na estreia. Mas o time se estabilizou fisicamente ao longo do torneio e, hoje, parece inteiro com os jogadores que estão no Qatar.

Portugal também lida com problemas. São três na Copa. O lateral-esquerdo Nuno Mendes é o caso mais grave, com previsão de retorno em janeiro, após uma lesão muscular na coxa esquerda. O zagueiro/volante Danilo fraturou três costelas. Nos últimos dois jogos, o meia Otávio apresentou problema muscular na coxa direita. Cristiano Ronaldo chegou a ser poupado, mas tem aguentado o ritmo.

Outros que chegaram às oitavas com algum desfalque foram Estados Unidos. O meia Christian Pulisic se recuperou da lesão abdominal que o levou ao hospital após marcar um gol no último jogo da fase de grupos, mas o atacante Josh Sargent não se recuperou. O time acabou eliminado pela Holanda. Também ontem, a Argentina precisou poupar Ángel Di María diante da Austrália, mas o tornozelo de Lionel Messi, grande assunto antes da estreia, ainda não se mostrou uma questão relevante. Bom para o técnico Lionel Scaloni, que teve três baixas antes de o Mundial começar: Giovani Lo Celso, Nico González e Joaquín Correa.

A onda de lesões que atingiu a seleção brasileira contribuiu para a estratégia da comissão técnica de rodar o time contra Camarões. Pesou nessa decisão que o tempo de recuperação para as oitavas de final seria menor: dois dias de hiato entre uma partida e outra. A derrota foi dura e os dois jogadores que se contundiram e acabaram cortados da Copa mostraram que existia risco.
Contra a Coreia do Sul, segunda-feira (5), a esperança é que o Brasil passe ileso pela primeira vez desde que chegou ao Qatar. No primeiro jogo, diante da Sérvia, Danilo e Neymar se machucaram. Após o segundo, foi a vez de Alex Sandro. Contra Camarões, foi a vez dos casos mais graves, de Alex Telles e Gabriel Jesus.

 

Fonte: Folhapress

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