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Segundo dia de greve de aeronautas tem atrasos e cancelamentos em Congonhas

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Foto: Danilo Verpa/Folhapress

Pilotos, copilotos e comissários de voo iniciaram, às 6h desta terça (20), novas paralisações de decolagens em nove aeroportos. A suspensão de voos ocorre das 6h às 8h, e acontece após falharem as negociações entre a categoria e as companhias aéreas por reajuste salarial e mudanças nos regimes de descanso.

Até as 9h desta terça, segundo a Infraero, o aeroporto de Congonhas registrou 18 voos atrasados e dois cancelamentos. Já o Santos Dumont, foram 11 atrasos e cinco voos cancelados.

Em Guarulhos, segundo a assessoria do aeroporto, três voos tiveram atrasos até as 7h20. Em Brasília, foram registrados, até o momento, 15 atrasos em um total de 60 decolagens, segundo a Inframerica, administradora do aeroporto.

Na segunda (19), as paralisações causaram atrasos em ao menos 17 aeroportos do país, já que os locais sem suspensões foram afetados indiretamente pela demora na chegada de voos. A mobilização deve continuar nos próximos dias, caso não haja acordo, segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas.

A paralisação, de acordo com o sindicato, deve ocorrer nos aeroportos de Congonhas (São Paulo), Guarulhos (SP), Galeão, Santos Dumont (ambos no Rio), Viracopos (Campinas), Porto Alegre, Fortaleza, Brasília e Confins (Belo Horizonte).

A categoria rejeitou uma proposta apresentada pelo Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias) após negociação intermediada pelo vice-presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), ministro Aloysio Corrêa da Veiga. Ainda, o tribunal atendeu a um pedido das companhias aéreas e determinou que 90% dos tripulantes seguissem na ativa.

Com a decisão da categoria, os atrasos nas decolagens programadas entre 6h e 8h nos aeroportos de Congonhas (São Paulo), Guarulhos, Galeão, Santos Dumont (ambos no Rio), Viracopos (Campinas), Porto Alegre, Fortaleza, Brasília e Confins (Belo Horizonte) estão mantidos.

O Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias) disse, em nota divulgada na segunda (19), que as empresas aéreas estão prestando atendimento para passageiros afetados.

"As companhias aéreas trabalharam e continuarão a trabalhar intensamente para minimizar quaisquer impactos aos seus clientes", diz o texto.

Segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas, a categoria pede às empresas aéreas a recomposição salarial pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e ganho real (acima da inflação) de 5%. Nas cláusulas sociais, pedem a manutenção da convenção coletiva da categoria e a definição de horários de veto para alterações em folgas.

 

Fonte: Folhapress (Lucas Breda) 

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