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Lula oficializa Sonia Guajajara, Simone Tebet e Marina Silva em ministérios

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O presidente diplomado Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou no início da tarde de hoje (29) novos nomes para o seu ministério. O futuro governo começará com 37 ministérios. 

Veja lista dos novos ministros e líderes do governo: 

Renan Filho (Transporte)

Sonia Guajajara (Povos Indígenas)

Daniela Souza (Turismo)

Simone Tebet (Planejamento)

Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário)

Marina Silva (Meio Ambiente)

Ana Moser (Esporte)

Jader Filho (Ministério das Cidades)

Juscelino Filho (Comunicação)

Carlos Luppi (Previdência)

André de Paula (Pesca)

Governador do Amapá Waldez Goes (Integração e Desenvolvimento Regional)

Carlos Fávaro (Agricultura)

Deputado Paulo Pimenta (Secom)

Gonçalves Dias (Ministro do Gabinete de Segurança Institucional)

José Guimarães será o líder do governo na Câmara

Randolfe Rodrigues será o líder do governo no Congresso

 

O deputado federal André de Paula (PSD-PE) será o ministro da Pesca.  A pasta foi entregue após um acordo que entregou a PSD, União Brasil e MDB três ministérios cada, como forma de melhorar a governabilidade a partir do ano que vem.

André de Paula foi uma indicação da bancada do PSD na Câmara, que tem 42 deputados, um número considerado expressivo e fundamental para Lula aprovar os projetos de interesse do Executivo.

Além da Pesca, o PSD vai controlar o Ministério de Minas e Energia, com o senador Alexandre Silveira (MG), e o Ministério da Agricultura, com o senador Carlos Fávaro (PSD-MT).

A cúpula do PSD e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, tentaram emplacar o deputado federal Pedro Paulo (PSD-RJ) no Ministério do Turismo, mas o nome dele foi vetado no PT pelas acusações, arquivadas pela Justiça, de violência doméstica contra sua ex-mulher.

Sônia Guajajara

Lula confirmou a deputada eleita Sônia Guajajara (PSOL-SP) como ministra dos Povos Indígenas. A primeira sinalização de que comandaria a Pasta foi dada na primeira viagem internacional de Lula depois de eleito para o Egito, onde ocorria a Conferência do Clima (COP-27). Havia a expectativa, inclusive, de que o futuro chefe do Executivo poderia anunciar o nome de Sônia Guajajara no evento, o que acabou não acontecendo.

Com a promessa de mais representatividade em seu governo, Lula escolheu uma mulher para o ministério. Na COP-27, o presidente eleito fez um discurso de reparação dos direitos dos povos indígenas e destacou a importância dos cuidados com o ecossistema em meio às discussões sobre mudanças climáticas.

Crítica ao governo de Jair Bolsonaro (PL), Sônia Guajajara destacou os problemas durante a atual gestão, e enfatizou no Egito que denunciou o atual governo pelos crimes de "ecocídio" e genocídio no Tribunal de Haia.

A futura ministra já destacou que sua pasta deve ter uma atuação mais de articulação do que de execução em 2023 e está resiliente que secretarias e órgãos importantes para esses povos, como a Funai e a Secretaria da Saúde Indígena, seguirão em outros ministérios, como ocorre hoje - nestes casos, na Justiça e Saúde, respectivamente. "Em princípio, será um ministério de articulação, até porque o orçamento de 2023 ainda não contempla o ministério", afirmou durante uma de suas passagens pelo Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), onde funciona o governo de transição.

 

Fonte: Estadão Conteúdo 

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