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Fluminense cede empate ao Boavista no fim, deixa liderança escapar e é vaiado

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O Fluminense desperdiçou grande chance de liderar o Campeonato Carioca nesta quinta-feira. Mesmo com um jogador a mais durante mais de 35 minutos e vantagem no placar, desperdiçou chances e acabou castigado com gol de empate no fim. 

Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense

Com 1 a 1 diante do Boavista, no Maracanã, permaneceu na segunda colocação, agora com 10 pontos, diante de 11 do Flamengo, que tem um jogo a mais.

A torcida não perdoou o tropeço em casa, mesmo com escalação de reservas, e vaiou a equipe após o apito final. Fernando Diniz ficou com cara de poucos amigos com a falha que resultou no gol de empate e Felipe Melo saiu esbravejando após a bobeira defensiva em raro ataque dos oponentes na fase final.

De olho no primeiro clássico do ano - encara o Botafogo no domingo, às 18 horas - o técnico Fernando Diniz optou por dar descanso a seus titulares. 

Apenas dois jogadores da equipe principal foram relacionados, o volante André e o atacante Jhon Arias, que ficaram no banco de reservas. Os demais foram poupados.

O técnico justificou que os times vêm apresentando um futebol semelhante e rodar o elenco é bom para não estourar peças neste começo de temporada.

Na lanterna, o Boavista queria aproveitar a escalação alternativa do adversário para somar sua primeira no Carioca e vitória e prometia ser ousado no Maracanã. Logo aos 15 minutos, Matheus Alessandro exigiu boa defesa de Pedro Rangel. 

Na sequência da jogada, o jogador chutou e a bola bate na mão de Jorge dentro da área, sem querer, e a reclamação dos visitantes foi enorme. Sem VAR, o árbitro não anotou o pênalti. Leandrão esbravejou e acabou levando cartão amarelo. A arbitragem de vídeo só será utilizada no clássico.

A primeira finalização de perigo do Fluminense veio somente aos 26 minutos. Lima bateu fraco, nas mãos de Fernando. Michel Araújo ainda teve chance, mas errou a cabeçada.

Antes do intervalo, após boa troca de passes, o cruzamento de Lima mirava o zagueiro David Braz, mas Kevem desviou para trás e enganou o goleiro, anotando contra.

Em desvantagem, o Boavista voltou do intervalo com duas mudanças para tentar reagir. Já Diniz mostrou-se satisfeito com a equipe e optou pela manutenção dos 11 escalados. O pedido era para que a equipe não perdesse a intensidade. 

E logo aos 4 minutos, Michel Araújo quase ampliou em bela jogada e finalização para grande defesa de Fernando. O goleiro ainda segurou o chute de Marrony.

Léo Sheldon, uma das apostas para o Boavista reagir, durou somente 10 minutos em campo. O jogador cometeu duas faltas fortes seguidas e acabou expulso, irritando Leandrão. Com um a menos, o treinador teve de sacrificar um atacante.

O jogo virou ataque contra defesa. Após saída errada do goleiro Fernando, Felipe Melo pegou a sobra e bateu forte, na rede, pelo lado de fora. Houve quem comemorou o gol no Maracanã. Giovanni também ficou no quase, ao cabecear raspando.

Na reta final, David Braz, envolvido no lance do gol contra de Kevem, quase imitou o rival ao desviar cobrança de falta para trás. Pedro Rangel, atento, salvou o Fluminense. Pouco depois, veio o castigo. 

Depois de passar a segunda etapa toda se defendendo, o Boavista acabou buscando o empate aos 44 minutos em jogada que começou com chutão do goleiro Fernando.

A casquinha sobrou para Marquinhos, que aproveitou a bobeira de Guga, arrancou e bateu para igualar o marcador. O Boavista deixou a lanterna e a torcida do Fluminense vaiou o tropeço.

Fonte: Estadão Conteúdo

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