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Cruzeiro quer o tri da Copa Libertadores da América

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O Cruzeiro pode se igualar, nesta quarta-feira, ao São Paulo e se tornar o segundo clube brasileiro a levantar três vezes o troféu de campeão da Copa Libertadores da América. O time mineiro enfrenta o Estudiantes, às 21h50, no Mineirão, pela partida de volta da decisão da competição continental .
 
Como o primeiro duelo, em La Plata, terminou com um empate sem gols, quem vencer leva a taça. Caso persista o empate, a decisão irá para a prorrogação e disputa por pênaltis, se necessário. Mas se depender do retrospecto em casa, a torcida celeste tem todos os motivos para estar bastante confiante na conquista do tricampeonato.

No atual torneio, a equipe da Toca da Raposa mantém um aproveitamento de 100%: venceu os seis jogos disputados no Mineirão, marcando 13 gols e sofrendo apenas dois. Na estreia, derrotou o próprio Estudiantes por 3 a 0.
 

No elenco do time mineiro, porém, todos apostam numa nova batalha. Na partida de ida, o goleiro Fábio, com grandes defesas, foi o grande nome do Cruzeiro. "A responsabilidade é nossa, a gente sabe disso", comentou o volante Ramires, que, negociado com o Benfica (Portugal), faz a sua despedida com a camisa azul. "Sabemos que não vai ser um jogo fácil, como lá também não foi. Mas a gente tem que se impor e procurar a vitória todo o tempo".

Enquanto Ramires se despede, outra estrela do grupo, o atacante Kléber, não admite deixar o clube nesse momento e fala até em disputa pelo título mundial. "A gente vai em busca disso aí (título da Libertadores), fazer de tudo para que se torne realidade, para que a gente possa no final do ano jogar lá em Dubai (na verdade será em Abu Dabi) e conquistar o título que seria o maior da história do Cruzeiro".

O atacante, que costuma ser o alvo predileto dos adversários, estreou com a camisa celeste justamente no primeiro jogo contra o Estudiantes. Ficou apenas 13 minutos em campo, marcou dois gols e recebeu dois cartões amarelos, sendo expulso. Kléber, contudo, ressalta as dificuldades enfrentadas no jogo de ida e espera por um adversário muito mais competitivo. "Foi difícil lá, o Estudiantes poderia ter feito uns cinco gols. Tiveram chances claras, o Fábio fez um excelente jogo".

O técnico Adilson Batista - que pode se tornar o primeiro esportista do País a conquistar o título da competição continental como jogador (o ex-zagueiro era o capitão do Grêmio e ergueu a taça do bicampeonato do time gaúcho em 1995) e como treinador - deverá repetir a formação que iniciou a partida em La Plata. Mesmo que Thiago Heleno se recupere de uma torção no pé direito, Anderson deverá ser mantido como companheiro de Leonardo Silva na zaga.

ARGENTINOS

O Estudiantes chegou ao Brasil confiante. Mesmo com o empate em casa e a obrigação de vencer para ficar com o título, a equipe argentina não se abala. "A disputa está 50% a 50%. Confio na minha equipe", garantiu o técnico Alejandro Sabella.

Ele não revelou o esquema tático do seu time, mas deverá explorar os contra-ataques e apostar no toque de bola do meia Verón, a estrela da companhia. Como o Cruzeiro também precisa ganhar o jogo, o time argentino espera aproveitar os espaços na defesa do rival.

Além de Verón, outra esperança de gol é o atacante Boselli. "Temos todas as condições de voltar para casa com o título nas mãos. O empate não é bom para nenhum dos dois e nós sabemos que finais como essas são decididas apenas na última partida. Vamos apostar tudo", afirmou o goleiro Mariano Andujar.

GRIPE

A expectativa em relação à presença de grande número de torcedores argentinos na capital mineira levou as autoridades sanitárias da cidade a adotar medidas para minimizar os riscos de contaminação pela gripe suína. Três mil ingressos foram reservados para a torcida do Estudiantes. Na Argentina, pelo menos 94 pessoas já morreram em decorrência da doença.

Para evitar atos de preconceitos, autoridades da área de saúde se reuniram na última segunda com gerentes de hotéis para orientá-los a como receber os visitantes e agir diante de suspeita de contaminação entre os argentinos. Restaurantes também receberam orientação.

As principais recomendações foram em relação à higienização dos ambientes. O superintendente de Epidemiologia da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Francisco Lemos, considera que não há risco de contaminação dentro do estádio. "A torcida internacional não ficará próxima à mineira. O vírus não é transmitido à distância".

MOSAICO

Com todos os 64.800 ingressos esgotados, a torcida celeste promete uma grande festa no estádio, com direito a foguetório e coreografia de mosaico nas arquibancadas. Em comemoração aos 50 anos do torneio, uma estrutura com diversas atrações - um museu do futebol, calçada dos campeões, butique, atividades recreativas - foi montada na entrada do hall principal do Mineirão.

 

Fonte:Estadão

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