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Reymond diz em entrevista que não tem nada de galã

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Cauã Reymond, 29 anos, ex-modelo, astro global, visto pelas meninas como o homem ideal... Os elogios podem encher uma página, mas Cauã está tentando deixar de lado o pesado estigma de galã e adquirir uma nova qualidade para a lista: a de ator respeitado. A chance chegou com Se Nada Mais Der Certo, de José Eduardo Belmonte, 39.
 
No papel de Léo, um jornalista decadente, Cauã deixou o surfe de lado, se mudou para São Paulo e precisou aprender a fumar. A recompensa? Prêmios de Melhor Ator em festivais nacionais e internacionais.

Como foi ficar longe do Rio?

Foi difícil. Eu fiquei com saudade do Rio, mas já tinha morado em São Paulo quando era modelo. É uma cidade maravilhosa. Não consegui aproveitar muito, porque filmamos de madrugada e, em vários momentos, eu acordava muito tarde e já ia para a filmagem de novo.

Você tem projetos de carreira internacional?

Não, quero me consolidar no mercado brasileiro, trabalhando cada vez mais por aqui, e ter a possibilidade de cada vez mais filmar com diretores diferentes. No Brasil, tem gente bacana com quem eu gostaria de trabalhar.

Quem?

Eu gostaria de voltar a filmar com o Heitor Dhalia e sonho em ser dirigido pelo Selton Mello. Ele é o cara e o melhor ator do Brasil!

Do que você gosta no cinema?

É uma arte que te possibilita interpretar personagens diferentes de uma novela, porque eles nem sempre falam com o grande público. Eu adoro fazer televisão e acho que tem papéis interessantes, que atraem a maioria das pessoas, mas eu sinto vontade de fazer coisas que falam com públicos menores.

Como você escolhe os papéis?

Quando você está no começo de carreira, não dá para escolher. Você aceita. Eu procuro coisas e cores diferentes como ator. Quero personagens que me desafiem de uma forma que eu possa sair do óbvio.

O que o Léo tem de diferente?

Acho que tudo. Desde a mudança completa das coisas que fazem ele ser a pessoa que é. É completamente diferente de mim.
 
É uma preocupação sua quebrar o estigma de galã?

Não me preocupo com isso. Um personagem é muito mais rico do que a estética dele. No filme, eu acho que não tenho nada de galã.
 
Você ainda não protagonizou nenhuma novela. Acha que falta isso em sua carreira?

Não, acho que existe um lance de amadurecer. Eu posso ter 29 anos, mas, quando estou sem barba, aparento ser mais novo. São coisas que acontecem naturalmente. Fiz personagens que tiveram uma força dramática dentro das histórias, que independe do título que ele recebe.
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