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Impasse atrasa julgamento de Hildebrando Pascoal no Piauí

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Um impasse judicial atrasa a definição do julgamento do segundo julgamento de Hildebrando Pascoal, condenado nesta quinta-feira (24) no Acre a 18 anos de prisão por torturar e matar com uma motosserra Agilson Firmino dos Santos, o Baiano, que ajudou na fuga de José Hugo Alves Júnior, o Huguinho, degolado com uma faca em 1997. O processo tramita desde 2001 no Piauí, mas não se sabe se o caso deve ser julgado no Estado ou levado para a Bahia ou Acre.
 
 
Huguinho, ou Mordido, teria matado com um tiro no ouvido o na época subtenente Itamar Pascoal, irmão do ex-deputado. Com a ajuda de policiais militares, ele foi encontrado no município de Parnaguá, divisa com o norte da Bahia, e levado para o município de Formosa do Rio Preto, no vizinho estado. Lá, segundo denúncia do Ministério Público, ele foi torturado e morto pelo ex-deputado federal do Acre Hildebrando Pascoal.
 
Antônio Ivan, procurador que fez a denúncia em 2001, disse que as investigações também foram dificultadas pelo fato da ex-procuradora geral do Acre ter parentesco com Hildebrando.
 
Então superintendente da Polícia Federal no Piauí, o hoje secretário de Segurança do Estado, Robert Rios Magalhães, lembrou detalhes do caso em entrevista para a TV Cidade Verde, e disse que comandantes do crime em outros estados chegaram a vir para o Piauí por troca de favores, como acertos de contas. O contato entre eles seria o ex-coronel da PM do Piauí, José Viriato Correia Lima, hoje preso por uma série de crimes no Estado.
 
Com informações de Douglas Cordeiro (TV Cidade Verde)
Fábio Lima (da Redação)
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