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Delegado Bonfim revela que policial preso tentou lhe corromper na Cico

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O presidente da Comissão Investigadora do Crime Organizado (Cico), delegado Bonfim Filho, revelou  que durante a prisão dos policiais da Polinter acusados de extorsão, um deles tentou corrompê-lo. Foram presos Paulo Alexandrino da Silva, o Paulinho, 42 anos, e Lourimar da Rocha Pita, 45 anos.


Yala Sena/Cidadeverde.com


Segundo o delegado, o policial pediu que o não fosse aberto inquérito civil, apenas que encaminhasse o caso para a Corregedoria da Polícia Civil. Bonfim Filho negou o ato.

“Eu não faria isso, pois seria uma indignidade, não estava ali para praticar o corporativismo. É como água e óleo, não se misturam: policial ou é policial ou é bandido. Na Comissão não existe complacência neste tipo de ato. A Cico já prendeu policial civil, militar”, destacou o delegado.

Ele disse que se faz necessário cortar na própria carne, pois o policial é espelho da sociedade.

Yala Sena/Cidadeverde.com


Foi apreendido um celta preto, de placa HPM 6130, pertencente ao agente Paulo Alexandrino da Silva.

A prisão dos policiais aconteceu na tarde de ontem(27), após monitoramento de uma equipe da Comissão, ao receber uma denúncia de que os agentes lotados na Polinter estariam extorquindo Adilson Aparecido Nogueira de Sousa, 34 anos.

Na prisão, os policiais da Cico encontraram R$ 3 mil que teria sido repassado pela vítima aos agentes, debaixo da caixa de marcha do carro de Paulinho.


Como tudo ocorreu


Bonfim Filho informou que a Polícia estava investigando uma quadrilha de Brasília especializada em roubo a caixa eletrônico usando o “chupa cabra”, aparelho que clona cartão e saca dinheiro. De acordo com o delegado, a Polinter recebeu uma denúncia de um carro com placa de outro Estado circulando em um hotel em frente ao terminal Rodoviário de Teresina.




O suspeito identificado por Adilson Aparecido Nogueira, 34 anos, foi abordado e em seu poder foi encontrado um aparelho de “chupa cabra”. “Como ele não foi preso em flagrante e não informou de onde vinha o aparelho, ele foi posto em liberdade”.


Segundo a polícia, ao invés do acusado ser liberado, os policiais foram até Timon pegar um dinheiro. “Ele (Adilson) pegou R$ 3 mil na agência do Itaú de Timon. Falamos com a gerente e ela negou que houve saque. Depois ele confessou recebeu o dinheiro dentro da agência por um comparsa”, disse Bonfim.


Adilson mostrou o dinheiro escondido no carro do policial Paulinho.




Foram detidos os agentes Paulo Alexandrino da Silva, 41 anos e Lourimar da Rocha Pita, 45 anos, além de Adilson Aparecido Nogueira de Sousa, 34 anos. Os três foram encontrados num Celta preso, pertencente a Paulo quando deixavam Adilson em um hotel nas proximidades da rodoviária de Teresina.


Em depoimento, Pita havia disse que havia recebido a informação sobre os suspeitos de implantarem as máquinas e foi tentar flagrá-los. Após capturar Adilson em um hotel na Rodoviária, Pita e Paulo convenceram-no a entregar seu comparsa que estaria no banco.


Acima, o material conhecido como "chupa-cabra" que filma através
de um pequeno furo a senha e captura dados do cartão das vítimas.




Já Adilson disse ao delegado Bonfim que os três haviam ido ao banco para que ele sacasse dinheiro e entregasse aos policiais que prometeram libertá-lo.


Ao ser feita a acareação os policiais negaram as acusações e autorizaram a revista. Adilson a princípio negou que havia declarado anteriormente, mas depois levou os agentes da Cico até o Celta de Paulo e mostrou os R$ 3 mil escondidos na caixa de marcha. 


Os policiais foram autuados em flagrante compulsão: extorsão provocada por funcionários públicos, que tira proveito da sua profissão para beneficio próprio.



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Flash de Yala Sena e Carlos Lustosa (direto da Cico)
Redação Caroline Oliveira
[email protected]

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