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Advogado de Bruno diz que vai contratar peritos particulares

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O advogado Ercio Quaresma, que defende o goleiro Bruno, sua mulher, Dayanne Souza, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, e mais três suspeitos, disse neste domingo que os peritos particulares George Sanguinetti, Badan Palhares e Ricardo Molina vão participar da investigação paralela que o advogado pretende conduzir sobre o desaparecimento da ex-amante de Bruno, Eliza Samudio, 25 anos.


Quaresma afirmou que vai fazer a investigação porque a polícia mineira se recusa a fornecer o inquérito para a defesa do grupo. "Ainda hoje, vou redigir o pedido de habeas-corpus para meus clientes e, até amanhã, vou impetrá-lo no Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Se não tiver uma resposta favorável, vou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, também se for negado, ao Supremo Tribunal Federal (STF)", disse.


O advogado Marco Antonio Siqueira, que defende o primo de Bruno Sergio Rosa Sales, o Camelo, afirmou que vai entrar com pedido de habeas-corpus para seu cliente ainda neste domingo. O advogado de Bruno e Siqueira vão se reunir na casa de Quaresma para discutir os termos do pedido.


O médico legista George Sanguinetti foi contratado pelo casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, condenados pela morte de Isabella Nardoni, para investigar o caso e contestar a perícia feita pela Polícia Civil. O também legista Bandan Palhares foi um dos responsáveis pela exumação do corpo de PC Farias e pela reconstituição do crime, que aconteceu em junho de 1996. Ricardo Molina é professor e perito em processos judiciais criminais.


O caso
Eliza desapareceu no dia 4 de junho, quando teria saído do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano passado, a estudante paranaense já havia procurado a polícia para dizer que estava grávida do goleiro e que ele a agrediu para que ela tomasse remédios abortivos. Após o nascimento da criança, Eliza acionou a Justiça para pedir o reconhecimento da paternidade de Bruno.


No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias anônimas dizendo que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. Durante a investigação, testemunhas confirmaram à polícia que viram Eliza, o filho e Bruno na propriedade. Na noite do dia 25 de junho, a polícia foi ao local e recebeu a informação de que o bebê apontado como filho do atleta, de 4 meses, estava lá. A atual mulher do goleiro, Dayane Rodrigues do Carmo Souza, negou a presença da criança na propriedade. No entanto, durante depoimento, um dos amigos de Bruno afirmou que havia entregado o menino na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, onde foi encontrado. Por ter mentido à polícia, Dayane Souza foi presa. Contudo, após conseguir um alvará, foi colocada em liberdade. O bebê foi entregue ao avô materno.


Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza seguindo denúncias anônimas, em entrevista a uma rádio no dia 6 de julho, um motorista de ônibus disse que seu sobrinho participou do crime e contou em detalhes como Eliza foi assassinada. O menor citado pelo motorista foi apreendido na casa de Bruno no Rio. Ele é primo do goleiro e, em depoimento, admitiu participação no crime. Segundo o delegado-geral do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP) de Minas Gerais, Edson Moreira, o menor apreendido relatou que o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola ou Neném, estrangulou Eliza até a morte e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães. Segundo o delegado, no dia do crime, o goleiro saiu do sítio com Eliza e voltou sem ela, o que indicaria que o goleiro presenciou a ação.


No dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Os três negam participação no desaparecimento. A versão do goleiro e da mulher é de que Eliza abandonou o filho. No dia 8, a avó materna obteve a guarda judicial da criança.


Fonte: Terra

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