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Política

Wellington Dias condena agressões na campanha e manda recado a Sílvio

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O ex-governador e senador eleito Wellington Dias (PT) condena o nível de agressão na campanha do segundo turno das eleições do Piauí. Após acompanhar solenidade de lançamento do programa Guardião Eletrônico, ele fez um pedido a Sílvio Mendes (PSDB) para que reflita, pois é admirado por sua postura serena. O petista disse que campanha não pode ser "questão de vida ou morte" e afirmou estar surpreso com a reação do tucano.

"O candidato Sílvio Mendes não pode perder a serenidade nessa hora. A eleição tem data marcada para começar e terminar. Eu quero continuar amigo do cidadão Sílvio Mendes. Espero que ele não faça da  disputa eleitoral uma política de construção de inimizades. Isso não é bom para ninguém", disse Wellington Dias.




O petista reclamou que Teresina está pixada com palavrões contra o prefeito Elmano Férrer, que era vice de Sílvio Mendes, candidato da oposição, mas pertence ao PTB, partido que decidiu apoiar Wilson Martins (PSB) no segundo turno após a derrota de João Vicente Claudino. Para Wellington Dias, as agressões nos muros são uma forma suja de fazer política.

Wellington Dias também orientou que a militância bata palmas e deseje bençãos para quem faça provocações durante eventos, e pediu que comícios e carreatas que coincidam com a da coligação adversária sejam cancelados. "Estou aconselhando o governador Wilson Martins que nesse momento tenha muita paciência e tranquilidade", declarou o senador eleito. Ele afirmou ter percebido provocações de militantes opositores durante os eventos de ontem, com a presença do deputado federal Ciro Gomes (PSB/CE) e dos ex-jogadores Romário e Marcelinho Carioca.

Outro pedido do petista é para que Wilson Martins e Dilma Rousseff (PT), candidata à Presidência, foquem sua campanha nos que deixaram de votar no primeiro turno e nos que pretendem anular o voto. No dia 3 de outubro, a abstenção, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, foi de 448 mil no Piauí, e quase 198 mil votaram nulo para governador. 

Yala Sena (flash)
Fábio Lima (Da Redação)
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