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Central não lavra flagrante de furto a padre e revolta policiais civis

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Atualizada e ampliada às 9h07 de 11/02
Preso acusado de cometer uma série de furtos, um homem passou toda a quinta-feira (10) sem registro de flagrante. Francisco das Chagas Sousa Filho foi detido com alguns dos pertences subtraídos, inclusive a batina de um padre levada de arrombamento na igreja da Vila Irmã Dulce, zona Sul. Porém, segundo os agentes do 23º Distrito Policial, o delegado de plantão da Central de Flagrantes se recusou a registrar a ocorrência. 

Fotos: Thiago Amaral/Cidadeverde.com
Acusado de arrombamentos foi levado para a Central de Flagrantes, mas voltou

Francisco das Chagas foi preso na manhã desta quinta-feira (10), por volta das 9h, em uma quitinete no bairro Vila Irmã Dulce, zona Sul. No local foram apreendidos materiais dos três últimos furtos realizados pelo assaltante, o que, segundo os policiais civis, caracterizava o flagrante.


Entretanto, ao ser levado para a Central, o delegado responsável Antônio Marcos, o Marcão, se recusou a lavrar o flagrante acusado para os procedimentos legais. Os agentes do 23º DP, Carlos Adalberto e Lourival Neto, revoltados, informaram que a autoridade agiu com “má vontade”, debochando da vítima e dos próprios agentes.


“Ele não quis nos ouvir. Disse que não ia fazer o flagrante porque o roubo aconteceu há oito dias. Mas o material roubado ainda estava com ele, o que indica o flagrante. O delegado nos desrespeitou na frente da vítima, mandou a gente ir embora e disse que tinha muitas outras coisas pra fazer”, desabafou Carlos Adalberto. 


Carro com produtos que teriam sido furtados foi levado para a Central
 
Os crimes
Francisco das Chagas é acusado de ter arrombado e furtado uma igreja Batista no dia 31 de janeiro, uma oficina no dia 02 de fevereiro, causando um dano de cerca de R$ 10 mil, e uma construção no último dia 07.


Consequências 
Apesar de não terem conseguido realizar o flagrante, os agentes ainda mantém o acusado preso no distrito e estão aguardando a decisão do delegado responsável pelo 23° DP. Eles temem que, sem os procedimentos legais do flagra, Francisco volte às ruas e cometa outros crimes.


"Nós já o procurávamos há mais de 20 dias. Ele é famoso por realizar assaltos até mesmo fora da cidade. Temos registros dele em São Paulo e Brasília. Se ele for solto é só esperar que é certeza que ele vai voltar a cometer crimes", ressaltou Adalberto.


Outro lado
O delegado Paulo Roberto Nogueira, que também estava de plantão na Central mas não atendeu a ocorrência, informou ao CidadeVerde.com que houve um equívoco por parte dos agentes civis. "A própria vítima disse em depoimento que o crime aconteceu há oito dias. Os agentes estavam com o  preso desde às 9h da manhã mas só foram à Central às 16h e sem as provas do crime. À noite, eles apareceram com o que seria o produto do furto", descreve.


Nogueira diz que o delegado Antonio Marcos por entender que não se tratava de um flagrante, pediu sua opinião. "Ele me perguntou e pediu em seguida que eu dissesse o que achava na frente dos policiais. Eu também entendi que o caso deveria ficar no distrito e os agentes se revoltaram. O delegado não pode 'forçar' o caso para virar flagrante, pois pode responder até administrativamente", pontua.

Da Redação
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