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Professor é exonerado e diz que sofreu "retaliação"; Reitor reage

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O professor da Ufpi (Universidade Federal do Piauí), Kilpatrick Muller Bernardo Campelo, foi exonerado da instituição na tarde desta terça-feira (24). 


Kilpatrick Campelo, que foi presidente da Copese, instituição que organiza o vestibular da Ufpi, afirma que a exoneração ocorreu sem qualquer direto de defesa.


“Não sabia do processo e nunca fui comunicado. Soube da exoneração hoje através do Diário Oficial da União”, afirmou o professor.



Bastante indignado, o professor informou que protocolou hoje (24) pedido ao reitor Luis de Sousa Júnior solicitando informações do seu afastamento. Ele vai recorrer da decisão.


“Isso é uma clara demonstração de perseguição, pois como presidente da Copese representei a Ufpi no Ministério Público Federal por pagamentos ilícitos e fui consignatário de representações no Ministério Público e na Polícia Federal", desabafa Kilpatrick.


 
Portaria ilegal

O presidente da Adufpi (Associação dos Docentes da Universidade Federal do Piauí), Mário Ângelo de Sousa, condenou a atitude do reitor e a classifica de "retaliação". Ele informou que a entidade vai entrar com mandado de segurança pedindo o retorno de Kilpatrick, que é professor há três anos do departamento de Letras.


“Vamos também realizar uma grande manifestação amanhã à tarde no CCHL em protesto a demissão do Kilpatrick e das arbitrariedades do reitor”, disse Mário Ângelo.


Outra luta da Adufpi é anulação da portaria 659/2010, que avalia os professores aprovados em concurso público e estão em estágio probatório.


“É uma portaria ilegal e uma cópia mal feita da portaria da Universidade Federal de Alagoas”, disse Mário Ângelo.


Reação

Por telefone em Brasília, o reitor Luis Júnior nega perseguição ao professor e garante que ele teve direto de defesa. O reitor informou que Kilpatrick foi exonerado, após avaliação de uma comissão de professores, de acordo com a portaria 659/2010.


“Eu lamento esse tipo de comportamento. Ele não passou na avaliação e teve direito de defesa. Se não concorda, ele aciona as instâncias legais. Quem avalia não é o reitor, mas seus pares”, disse Luis Júnior.



Flash Yala Sena
yalasena@cidadeverde.com
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