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Estudantes apedrejam ônibus e entram em confronto com a Polícia

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Fotos: Thiago Amaral/Cidadeverde.com

Atualizada às 16h25

Ouvido pelo Cidadeverde.com, o cabo da Rone Jeferson Rodrigues nega que a polícia tenha cometido qualquer ato de violência contra algum manifestante. "Até o momento sabemos que 8 pessoas foram detidas, mas ainda é cedo para dar os dados finais. Não houve nenhuma violência. Apenas usamos a força necessária para conter os manifestantes", disse.

Entrentato, a informação é contestada pelos estudantes. É o caso do universitário Sávio Antunes, de 24 anos. Ele conta que sofreu, além de agressões, humilhações. "Com o empurra-empurra eu cai. Quando me espantei estava cercado de policiais me chutando, me batendo e me humilhando", conta o estudante que está com a ponta de um dos pés machucada. 

Veja o flagra do atropelamento de um estudante
(fotos Thiago Amaral/Cidadeverde.com)


Atualizada às 16h00

Após sete horas do início da manfistação, a polícia já levou quatro estudantes presos. Desses, uma era mulher. As identificações dos manifestantes ainda não foi divulgada. Um aluno do ensino médio está sendo socorrido em uma farmácia local. O menor alega que recebeu muito spray de pimenta no rosto e estava conseguindo respirar. Ele está desmaiado. 

Os manifestantes garantem que só vão parar quando o prefeito pessoalmente for negociar. Eles estão fazendo uma barreira e cobrando pedágio dos condutores de veículos particulares e gritam: "ou dá R$ 2,10, ou desce pro movimento". 

Um dos veículos apedrejados fazia a linha Parque Jurema - Praça João Luís Ferreira. O ônibus teve os pneus furados e vidros quebrados.  A polícia está utilizando bombas de efeito moral na tentativa de conter o movimento.


Atualizada às 15h40

A polícia não está conseguindo conter o manifesto. Os alunos estão trocando a barreira humana de faixa na Frei Serafim e os cerca de 20 policiais que tentam manter a ordem estão correndo de um lado para o outro na tentativa de liberar o fluxo de trânsito. 

O movimento ganha novos adeptos. Dessa vez, os motoristas que estão em carros particulares pela via começam a promover buzinaço e descem dos veículos para dar apoio aos estudantes. A tropa de choque continua a utilizar spray de pimenta.

Os ônibus continuam sendo apedrejados  e também são alvos de ovos e vegetais.


Atualizada às 15h25

O estudante de comunicação da Universidade Federal do Piauí, José Orlando da Silva, foi ferido com um disparo de bala de borracha na perna. Ele aguarda atendimento médico sentado em um calçada da avenida Frei Serafim. 

"Isso é uma covardia. Eu estava sentado na avenida sem fazer nada. Eles chegaram do nada com violência. Minha perna está doendo demais. Não consigo nem me levantar", explica o universitário.

Mesmo com todas as reações da forças de segurança, o movimento dos manifestantes não para. Após os disparos, o movimento se reorginizou e seguem impedindo o fluxo na avenida Frei Serafim. A Tropa de Choque  está recuando.


Atualizada às 15h15

A tropa de choque da polícia entrou em ação. As equipes não conseguiram manter os ânimos e as chuvas de pedras contras os ônibus recomeçou. Os estudantes se sentaram na avenida para impedir a passagem de veículos pela avenida.

Fotos: Leo Freire/via Twitter

Os políciais estão abordando os estudantes com gás de pimenta. Alguns disparos foram ouvidos. De acordo com o comandate da Rone, tenente Jeferson Rodrigues, os tiros são para tentar garantir a ordem.


Atualizada às 15h15

O estudante de Geografia da Universidade Federal do Piauí, Floro Marrão, foi ferido durante manifestação na avenida Frei Serafim contra o aumento no valor do vale transporte na capital. Ele acusa um motorista de ter “jogado” um ônibus contra si.

“Eu fiquei na frente do veículo tentando impedir que ele avançasse. O motorista não tava nem ai. Ele continuou acelerando e se não fosse os outros manifestantes me puxando, ele teria passado por cima de mim”, disse o estudante.


Durante a manhã desta segunda-feira (29), um grupo de estudantes fechou as avenidas Frei Serafim e Maranhão. Eles cobravam que o prefeito Elmano Férrer revogasse o decreto fixa o valor da passagem inteira no ônibus em Teresina em R$ 2,10.

O manifesto resultou em quebra de veículos, queima de bonecos representando o prefeito da capital do Piauí e vários gritos de ordem qualificando as autoridades municipais de “ladrão”. Uma tabela de gastos foi feita e se mostrou que o impacto em um orçamento familiar em que se usa dois vales transportes por dia é de R$ 31.

"Nós so estamos promovendo esse ato porque tentamos agendar, na semana passada, um encontro com o prefeito de Teresina e não tivemos nenhuma resposta. Esse movimento será suspenso imediatamente se alguém da prefeitura vier falar com a gente ou se o prefeito retornar o preço da passagem para R$ 1,95", explica o Coordenador do Diretório Central Estudantil (DCE/UFPI), Cássio Borges.

O estudante Floro Marrão afirma que foi atingido pelo ônibus e que, com o impacto, caiu no chão. Ele possui escoriações nos braços. 

Aguarde mais informações.

Flash de Jordana Cury (Especial para o Cidadeverde.com)
Redação de Lívio Galeno

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