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Greve no Piauí: 400 mil correspondências estão atrasadas

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No quinto dia de greve, os funcionários dos Correios fazem um apitaço e colocam som ao vivo para chamar atenção da população na agência central da entidade no centro de Teresina. Até o momento, segundo o presidente do sindicato dos correios, Edvar Soares, o governo não sinalizou negociação.

“A mobilização quer chamar atenção da sociedade que é a favor da nossa greve”, pontua Soares.

Thiago Amaral/CidadeVerde.com

No Piauí existem 1.510 funcionários nos Correios, dos quais 600 são carteiros. Eles reivindicam reajuste de 7,16% no salário, aumento de R$ 400 linear no tíquete alimentação e 24% de recuperação de perdas salariais desde o governo de FHC. O salário inicial do funcionário é de R$ 807 e o total reivindicado é de R$ 1.600.


Edvar Soares




Segundo informações do Sindicato, 75% das agências de todo o Estado aderiram a greve e a média é de 100 mil entregas atrasadas por dia, um total que poderia chegar a meio milhão de correspondências.


O diretor regional adjunto dos Correios, José Rosa de Almeida, disse que cerca de 400 mil correspondências simples estão paradas, mas que o montante chegou nestes quatro dias de greve foi de dois milhões de unidades. “A maioria das correspondências está sendo entregue. Estamos priorizando malotes, sedex e telegramas, que são encomendas especiais. Apenas 27% dos 1.510 funcionários estão parados. Destes, a maioria é de carteiros”, assegura.


A diretoria regional da entidade pediu à juíza da 4ª Vara do Trabalho, uma liminar para proibir piquetes e a obstrução da entrada das agências. A Liminar de interdito probitório foi concedida na quinta-feira. “Nós não queremos impedir o movimento ou ir para o confronto. Queremos que o funcionário tenha o direito de escolher trabalhar”, diz Almeida.


José Rosa de Almeida


Flash de Caroline Oliveira
Redação Carlos Lustosa Filho

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