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Em protesto, família pede saída de delegado Paulo e volta de Bonfim

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Atualizada às 12h25 (horário local)

Ao chegar no Palácio de Karnak, Paulo Lages Veras, pai de Fernanda Lages, disse que vai entregar uma carta ao Governo do Estado criticando a postura da Cico e da polícia e pedindo providências. “O inquérito é uma verdadeira sessão de barbáries. Peço o empenho do governador, como pai que ele é”, declarou.

Fotos: Yala Sena

A carta foi lida pela tia de Fernanda, Luiza de Marilac Veras, para todos os manifestantes. Paulo Lages continua: “Os assassinos não podem ficar impune, porque eles assassinaram não só a Fernanda, mas a família Lages Veras. A polícia tem a obrigação de indicar os culpados”. Ele agradeceu aos promotores Eliardo Cabral e Ubiraci Rocha. “A gente sabe que se eles não tivessem no caso, ele tinha ido para o esgoto”, destacou.

Familiares de Fernanda: o pai, a mãe, um tio e advogado da família, Lucas Villa, serão recebidos por uma comissão do governo e entregarão uma carta.


Cerca de duas mil pessoas participaram da manifestação.

Atualizada às 12h (horário local)

Chegada ao Karnak

A manifestação chega ao Palácio de Karnak e os pais de Fernanda esperam ser recebidos por alguém do governo. Na agenda do governador Wilson Martins, diz que ele foi para Brasília para ter uma audiência com a Ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira e a tarde participa da solenidade de posse da Ministra Ana Arraes do Tribunal de Contas da União. O retorno a Teresina está previsto às 21h40 de hoje.

Thiago Amaral/Cidadeverde.com

Atualizada às 11h41 (horário local)

Com um “Pai Nosso” em frente ao Hospital Getúlio Vargas (HGV), na avenida Frei Serafim  mais de milhares de pessoas caminham no sentido zona Leste/Centro, pedindo Justiça para a morte da estudante de Direito, Fernanda Lages Veras. O pai da estudante, Paulo Lages Veras, pediu que o governador afastamento dos delegados que apuraram o caso.


Fábio Lima/Cidadeverde.com


Com faixas, apitos, nariz de palhaço e gritos de guerra, os manifestantes entoam o coro de “Fora delegado e volta Bonfim”, se referindo ao ex-presidente da Comissão Investigadora do Crime Organizado (Cico), delegado Bonfim Filho, afastado desde o início do ano para tratamento de saúde. O pai, Paulo Lages e a mãe de Fernanda, Josélia Lages, lideram a caminhada, carregando um poster da filha. Eles se dirigem ao Palácio de Karnak.

Fotos: Thiago Amaral/Cidadeverde.com

Paulo Lages disse que o resultado inquérito mostrado ontem pela Polícia Civil foi frustrante. “Foi frustrante esse resultado. Foi uma falta de responsabilidade da polícia e a manifestação é para abrir os olhos da Justiça. Queremos que o governador seja mais firme, avalie e que afaste esses delegados”, desabafou.


Fotos: Thiago Amaral/Cidadeverde.com

Ex-namorado na manifestação

O ex-namorado de Fernanda Lages, Pablo Vital, também participa da manifestação e diz que quer Justiça. “É uma tristeza esse resultado da Polícia Civil”, opina.


Os manifestantes carregam faixas com dizeres: “Punição aos assassinos de Fernanda, doa a quem doer”, “A vítima é a Fernanda”. E gritam palavras de ordem: “Governador se calou”, “Vigia e o Mamede [delegado] sabe”, “Volta Bonfim e fora delegado”.

Pais de Fernanda: Josélia Lages e Paulo Lages

A tia de Fernanda, Marilda Lages, diz que a família não aceita que seja suicídio e que era um exemplo de vida. “Destruíram Fernanda, ela estava com dente, braço, cabeça, costelas quebrados”, disse a tia que foi uma das que viu a sobrinha morta no local do crime.


O médico Ricardo José Lustosa está com uma pizza na mão e com nariz de palhaço. Ele diz fez questão de ir porque “a investigação terminou em pizza e a sociedade não pode se calar”.


Uma do 3º andar moradora no edifício Danilo Romero, na avenida Frei Serafim, colocou uma faixa na janela pedindo Justiça e os manifestantes de aglomeraram.



Delegado Bonfim

Ainda em tratamento médico, o delegado Bonfim Filho, que presidiu a Cico (Comissão Investigadora do Crime Organizado nos últimos anos, tinha previsão de retornar à ativa na Polícia Civil no início do mês de novembro, mas o seu médico solicitou que ele continuasse por pelo menos mais 60 dias afastado para continuar o tratamento contra o diabetes.

O delegado agradeceu a lembrança de seu nome, mas disse que está impossibilitado de ajudar. “Estou impossibilitado de voltar à ativa por problema de saúde. Gostaria muito de poder colaborar, através dos meus conhecimentos adquiridos na minha vida dentro da Polícia Civil. Mas, a polícia já deu resposta a vários casos ao longo do tempo. Vamos dar uma resposta a altura, entendo a situação da família e a angústia da sociedade, mas a investigação policial só tem hora para começar e não tem para terminar, pode durar um dia, mas também pode chegar a um ano. A Polícia tem responsabilidade  e não pode indiciar sem ter convicção, não pode apenas apresentar um bode expiratório, mas sim ir atrás dos criminosos.  Peço paciência e confiança”, declarou Bonfim Filho.



Flash de Yala Sena
Redação Caroline Oliveira

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