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Equipe da USP auxilia 1ª cirurgia de implante de coclear no Piauí

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Os piauienses que têm deficiência auditiva e necessitam utilizar o dispositivo de implante coclear, não precisam se deslocar para outros estados. Pois, a equipe do otorrinolaringologista do Piauí recebeu credenciamento do SUS (Sistema Único de Saúde) para realizar gratuitamente a cirurgia. 

É um tratamento seguro e confiável que pode ser feito em crianças, adolescentes ou pessoas da terceira idade, que por algum motivo perderam a audição. Para tanto, no dia 12 de dezembro, veio a Teresina um grupo de especialistas da USP (Universidade de São Paulo) acompanhar o primeiro implante realizado no Hospital piauiense em uma criança de 1 ano e 6 meses.

O dispositivo eletrônico de alta tecnologia, também chamado de ouvido biônico, substitui totalmente o ouvido de pessoas que têm surdez profunda ou não. O aparelho foi uma das maiores conquistas da engenharia ligada à medicina. No Brasil, cerca de duas mil pessoas utilizam o equipamento, que modifica para melhor a vida dos usuários. A cirurgia melhora a qualidade de vida, além de restabelecer a comunicação entre a família e os amigos, ou seja, o retorno à vida social acontece de maneira eficaz.

“O aparelho fornece informação sonora útil ao estimular diretamente as fibras neurais remanescentes na cóclea, o que ajuda a pessoa a perceber o som. A qualidade de vida é significativa e a aquisição da linguagem oral ocorre com maior facilidade”, declara o otorrinolaringologista Flávio Santos.

Para o sucesso da cirurgia, é necessária a atuação de uma equipe multidisciplinar para que avalie as condições do paciente e tudo ocorra de forma tranquila. “A primeira avaliação é com um otorrinolaringologista que busca diagnosticar os motivos da surdez e principalmente se existem outras doenças envolvidas. O fonoaudiólogo realizará uma série de testes auditivos e de linguagem junto aos exercícios que preparam o paciente para receber o implante”, afirma. 

O psicólogo também observa se o paciente aceita o ato de viver com uma prótese e qual o grau de expectativa, além da consciência dos resultados que podem ser atingidos. 

A qualidade ou tipo de som que ouvirá um paciente implantado depende de vários fatores, como o tempo de provação auditiva, causas da surdez e o número de eletrodos utilizados. Portanto, é difícil descrever a sensação sonora. “Cada pessoa tem uma experiência diferente, o objetivo é dar suporte a comunicação da pessoa”, destaca o otorrino.



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