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"Manifestantes vão responder por vandalismo", garante promotora

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A promotora Clotildes Carvalho, que está acompanhando as investigações do protesto contra o aumento da passagem de ônibus em Teresina, afirmou que com os jovens detidos ontem (9) foram encontrados estilingues, cachaça e capuzes. A promotora garantiu que "os manifestantes que passarem dos limites não terão o beneplácito da lei". As informações foram dadas em entrevista ao Jornal do Piauí desta terça-feira (10).

Carlos Lustosa Filho/Cidadeverde.com


Segundo Clotildes, através de filmagens foi visto também no protesto um ex-presidiário, que ainda está sob condicional. "Ele também portava estiligue e armas", frisou a promotora, que afirma também ter sido vítima dos atos radicais do movimento. "Um dos manifestantes ameaçou subir no capô do meu carro, se eu tentasse passar. Tive que obedecer e dar ré. Tudo tem que ter um freio", contou.

A promotora caracterizou o movimento como "um crime organizado". "Eles estão afrontando a ordem e o poder público. Ontem jogaram pedra na polícia. É como um crime organizado, eles estão se organizando através das redes sociais", explicou, garantindo que a polícia tem métodos eficazes para identificar aqueles que cometem crime dentro do protesto.


Clotildes acrescentou que "por enquanto" o Ministério Público não irá responsabilizar os sindicatos pelos atos criminosos. "Mas, se for constatado que eles estão incitando os manifestantes a cometer crimes, poderão sim, ser responsabilizados", explicou.

Sobre as sete prisões realizadas ontem, a promotora afirmou que, além dos detidos portarem capuzes, cachaça e estilingues, muitos deles não eram estudantes. "Só quem sofre é a população que tem seu direito ao transporte impedido. Ontem, muitos dos presos nem estudantes eram e ainda estavam armados de estilingue, traziam na mochila panos para cobrir o rosto e não serem reconhecidos e até cachaça", finalizou.



Jordana Cury
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