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Piauiense que mora no DF, completa 100 anos

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A piauiense Lydia Lemos Paraguaçú, compelta 100 anos hoje (10). Sentada com as pernas cruzadas, segurando o joelho com as mãos, com a pele fina e macia, conta sua trajetória de vida. Entre gargalhadas, acentuando o sotaque da terra natal que deixou há 59 anos, lembra a chegada a Goiânia (GO) em 1953 e, seis anos depois, ao Distrito Federal. Hoje, mora na cidade satélite do Guará, com a sobrinha e filha de criação de mesmo nome, Lídia Lemos Paraguaçú, 60 anos. 

Lydia Lemos, 100 anos 

E, com tanto tempo de vida, a idosa esbanja energia. Caminha para onde quer, toma banho sozinha, adora festas e viagens e queria ter comemorado o aniversário no Santuário do Bom Jesus da Lapa, na Bahia. “Para agradecer ao Menino Jesus pelo tempo de vida que tenho. Era fácil. Só ir de avião. Mas minha filha não quis”, comenta. Enquanto conversa, permanece serena e sorridente, mas quando se irrita, gesticula com as mãos, sem tremer, e espalma os dedos para afirmar qualquer coisa. Com a audição já deficitária, olha com atenção para ouvir o outro conversar. “Ficar surda não tem nada de mais. Meu medo é ficar presa numa cama”, assume.

Lydia Lemos viu muita coisa passar nos seus anos de vida. Na verdade, para ela, o mais importante é o presente, onde está. Saudades, só das pessoas queridas que já partiram. O resto são aprendizados refletidos na alegria do agora. “Quando paro para pensar, nem acredito que estou fazendo 100 anos. Nem vi o tempo passar. Estava ocupada em viver. Às vezes acho que ainda tenho 80”, brinca. “Não tenho saudades de nada, não guardo mágoas. Não podemos guardar raiva no coração, se não ele adoece. Por isso, meu cardiologista sempre diz que meu coração é melhor que o dele”, ri.

Fonte: Correio Braziliense/Luiz Calcagno

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