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UFPI decide expulsar estudante que agrediu com socos árbitra em jogo

A Universidade Federal Delta do Parnaíba (UFDPar) decidiu expulsar o estudante Rodrigo Quixaba Oliveira, 22 anos, acusado de agressão contra a árbitra Eliete Maria Fontenele dos Santos, 42 anos, durante partida de futsal.

A agressão foi flagrada por torcedores que acompanhavam a partida na Universidade Federal do Delta do Parnaíba, litoral do estado. A violência ocorreu em junho deste ano quando estudantes dos times de Engenharia de Pesca enfrentavam Ciências Contábeis no Campus Reis Velloso, em Parnaíba. Por volta das 20h30 iniciou uma confusão entre os times. A árbitra deu cartão vermelho e o estudante, que estava jogando, não gostou e revidou com uma sequências de socos contra a vítima. Ela chegou a cair no chão. 

Foi aberta um Processo Administrativo Disciplinar na Universidade e a comissão decidiu pelo desligamento do estudante, que faz o curso de engenharia de pesca e estava no último período. 

O processo foi analisado pela Procuradoria Jurídica que deu aval pela expulsão. 

O estudante tem dez dias para recorrer ao Conselho Universitário. 

Reparação de danos

Mês passado, o juiz Max Paulo Soares de Alcântara determinou que o estudante pague cinco salários mínimos, equivalente a R$ 4.990 como pena de reparação de danos para a vítima. 

Com o resultado do Processo Disciplinar, a vítima iria ingressar na justiça com ação por danos morais. 

Juíza Eliete que foi agredida/ foto: arquivo pessoal

 

Agressões são claras, diz árbitra

A árbitra afirmou que seria vexatório a universidade deixar o estudante concluir o curso. Segundo ela, as agressões são claras no vídeo. 

"A justiça tarda, mas não falha e a universidade não poderia acolher ele. Até hoje nunca me pediu desculpas e se vier não vou desculpar. Entendo que tem adrenalina em campo, mas jogo não é ringue. Esporte é para divertir, desopilar, não para violência", disse Eliete Fontenele que atua mais de 20 anos como árbitra.  

O advogado do estudante, Carlos Henrique Quixaba Silva, disse que a comissão aberta pela universidade agiu com parcialidade e irá recorrer da decisão. 

"Houve uma confusão generalizada em campo e ninguém foi punido apenas o estudante. A árbitra não teve o controle da situação porque não tem qualificação para isso. Não quero me pronunciar sobre os meus argumentos, mas o estudante é pobre, negro e vai ter uma eleição para reitor e isso pode estar influenciando", disse o advogado. 

Se a universidade não acolher a defesa do estudante, o advogado disse que irá acionar as instâncias jurídicas. 

 

Flash Yala Sena
yalasena@cidadeverde.com