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Transferir criança sobrevivente seria fatal, diz diretor do HEDA sobre vítima de incêndio

Foto cedida ao Cidadeverde.com 

O diretor do Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), Daniel Miranda, conversou com o Cidadeverde.com na manhã desta quinta-feira (20) sobre a impossibilidade de transferir a única sobrevivente do incêndio que vitimou dois irmãos em Parnaíba (338 km de Teresina)

Segundo o diretor, transferir Francisca Aylla, 7 anos, neste momento seria fatal para a criança, independente do meio de transporte. 

 “Não tem a menor condição de transferi-la nesse momento. Se fizéssemos a transferência seria fatal para ela devido ao seu estado de saúde. Ela continua em estado gravíssimo e sem reação reflexo neurológico”, destacou o diretor Daniel Miranda.  

Desde o último boletim apresentado pelo HEDA, Francisca Aylla não apresentou nenhuma alteração significativa e o estado ainda é gravíssimo, ainda segundo Daniel Miranda. 

A criança continua entubada, sem sedação e fazendo uso de ventilação mecânica e drogas  vasoativas (noradrenalina e adrenalina). 

Incêndio

Um incêndio em uma residência causou a morte de Maria Eloá, 4 anos, e Francisco Aylan, 6 anos, na noite de segunda-feira (17) em Parnaíba. Das três crianças que estavam na casa, apenas Francisca Aylla, 7 anos, sobreviveu, mas segue em estado grave. 

Segundo o Corpo de Bombeiros, as chamas começaram por volta das 22h30. As causas do incêndio ainda estão sendo apuradas “Não identificamos nenhum material explosivo no local e também não houve nenhum relato de explosão”, disse o tenente Thauzer Rodrigues.

O caso também é investigado pela Polícia Civil do Piauí. Conforme adiantou a delegada Daniella Dinali, os pais dos três irmãos podem ser responsabilizados criminalmente, já que nenhum dos dois estavam no local no momento da ocorrência
 
Nataniel Lima
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