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CPI da Previdência deve ser instalada próxima semana, diz Regina

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Em visita ao município de Nazária na manhã desta sexta-feira, 17, a senadora Regina Sousa (PT-PI) anunciou que a CPI da Previdência Social no Senado Federal deve ser instalada na próxima semana. O requerimento para abertura de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar as contas da Previdência Social nos últimos 20 anos já conta com 42 assinaturas. O número mínimo necessário é de 27 para sua instalação.

O autor do pedido é o senador Paulo Paim (PT-RS). Após ser apresentado à Mesa, o pedido de abertura da CPI é lido em Plenário e os partidos indicam os integrantes da comissão. A CPI vai, de acordo com Paim, fazer uma radiografia dos números da Previdência, além de mostrar quais os principais devedores. Entidades ligadas à auditoria fiscal apontam R$ 400 bilhões em dívidas que precisam ser cobradas dos empresários. “Se pegarmos os grandes devedores, aí se comprovará, mais uma vez, que não há déficit na Previdência, mas superávit. Esse discurso falso do governo golpista não se sustenta”. No Avaaz, mais de 5.700 pessoas já assinaram a petição eletrônica em defesa da CPI.

A senadora Regina Sousa apóia a criação da CPI e neste final de semana cumpre mais uma agenda a municípios piauienses esclarecendo políticos e lideranças locais sobre o tema. Regina acredita que a proposta de Reforma da Previdência, se aprovada, afetará gravemente os pequenos municípios. "É uma mudança que afetará mais fortemente os pequenos municípios, pois grande parte tem sua economia dinamizada pelas aposentadorias rurais e benefícios sociais, por isso somos contra essa reforma", declarou.

Os trabalhadores rurais serão a classe mais afetada, de acordo com a senadora. "Hoje, eles contribuem de acordo com a produção. Pela proposta, só poderão se aposentar aos 65 anos, homens e mulheres, não considerando a desigualdade de gênero. Todos, devem ter contribuído no mínimo 25 anos. E só aposenta com salário integral se contribuir por 49 anos" alerta.

Edileuza Nascimento, vice presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Nazária. "Não é uma reforma justa para os trabalhadores rurais. Estamos em luta contra essa reforma, que precisa acontecer mas não dessa forma, massacrando todos os trabalhadores rurais", declarou.

Da Redação
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