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Família descobre que um dos suspeitos de estupro coletivo é primo da vítima

A família da jovem de 17 anos – vítima de estupro coletivo em Bom Jesus – descobriu que um dos suspeitos apreendidos é parente da família.

A tia da garota que falou ao Cidadeverde.com confirmou a informação e disse que a família ficou sabendo do grau de parentesco quando foi à delegacia. Um dos adolescentes é primo de segundo grau da jovem. “Descobrimos que um dos presos é primo dela, um parente distante, por parte da mãe. Ficamos surpresos, pois parente era para proteger”, disse a tia.

Ela contou que a jovem ainda está traumatizada com o crime. Ontem, os quatro adolescentes foram soltos por decisão do juiz de Bom Jesus, Heliomar Rios Ferreira.

A jovem de Bom Jesus foi encontrada seminua e amordaçada com a própria roupa na última sexta-feira (20), numa construção no centro da cidade. Segundo a polícia, ela foi achada em coma alcoólico, desacordada e com sinais de violência. Sua boca tinha isopor e havia sido amarrada para evitar que a jovem gritasse.

Ela foi socorrida e levada para o Hospital Regional de Bom Jesus. À polícia os adolescentes –com idades entre 15 e 17 anos– negaram o crime, mas admitiram que viram o rapaz de 18 anos fazendo sexo com ela. "Todos eles se conheciam e acharam normal assistirem ao maior de idade tendo relações sexuais com a garota desacordada", disse o delegado Aldely Fonteneli de Sousa.

O policial desconfia que os menores de idade combinaram a versão para tentarem se inocentar e incriminar o rapaz que foi preso. "Os quatro adolescentes ficaram todos numa mesma cela, devido à falta de estrutura da delegacia, e há indícios de que eles combinaram a mesma versão", contou. O delegado disse que o laudo pericial confirmou que houve o estupro, mas falta a comprovação do envolvimento dos adolescentes. Para isso, a polícia fez coleta de material genético para ter a comprovação.

O exame de DNA é feito fora do Estado e deve demorar um mês para ficar pronto. Os adolescentes contaram que frequentavam o lugar para apreciar a paisagem da cidade e que a menor bebeu meio litro de cachaça. O delegado disse que o rapaz de 18 anos confessou que teve relações sexuais, mas negou o uso de violência. Também se disse arrependido. E segundo ele, os outros quatro também fizeram sexo oral com a jovem. Os menores negam, porém, participação no estupro.

'ACORDOU GRITANDO'

De alta médica desde o último domingo (22), a garota está tendo acompanhamento psicológico. A tia da vítima contou que a adolescente está com crise nervosa e com dificuldade de dormir. "Ela já acordou gritando, se debatendo em pânico e dizendo que os criminosos estavam no quarto dela.

Estamos tentando fazer com que ela, aos poucos, volte à vida normal", disse a tia, que pediu para não ser identificada.

 

Flash Yala Sena

yalasena@cidadeverde.com