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Família denuncia médica por mau atendimento a bebê de 8 meses

Os familiares de um bebê de oito meses denunciaram o atendimento médico no Hospital Regional de Bom Jesus, no dia 23 de março deste ano, porque a criança bateu com a mão na mesa da médica. 

A tia do bebê, Naize Pessoa, disse que a situação foi constrangedora porque o bebê estava com febre, tosse e falta de ar. 

“Meu sobrinho bateu com a mãozinha na mesa, querendo brincar, e a médica rapidamente puxou (o móvel). Ela disse que odeia quando batiam na mesa. Se a mãe, que é minha cunhada, não estivesse segurando a criança ela teria caído. Se fosse outra pessoa tinha até batido na médica, mas a mãe do bebê não é esse tipo de gente”. 

“Essa médica estava com muita má vontade. Meu irmão mora em Palmeira do Piauí e foi até o hospital de Bom Jesus por ser o mais próximo. Ninguém nem dava notícia de médico, quando ela chegou mal humorada com uma hora de atraso (para o atendimento).

A tia também relatou que a médica prescreveu o medicamento com uma letra ilegível, que nenhum atendente de três farmácias diferentes entendeu.

Foto: Divulgação/Família 

“Os pais foram atrás de socorro e fizeram foi por isso com um bebê. É um absurdo. E essa questão da receita, que não entenderam. Graças a Deus a criança melhorou, tivemos que automedicar, foi o jeito, ela ficou bem, mas o pior poderia ter acontecido. Essa é minha indignação”. 

A direção do Hospital Regional de Bom Jesus informou que conversou com a médica e a profissional negou a denúncia da tia do bebê.

 A médica acredita que houve um “grande mal entendido” e disse que não agiu com agressividade, pois o bebê foi atendido “normalmente”.    

 “O bebê estava agitado e a médica solicitou à mãe que segurasse a criança para ela poder fazer encaminhamento e prescrição. A médica disse que a criança estava agitada, querendo subir na mesa. Ela confirmou que puxou a mesa, mas disse que não houve agressividade. Disse  também que não usou o termo odeio isso”, disse a direção.

 A direção disse ainda que não recebeu a denúncia formalmente. No entanto, chamou atenção da equipe médica e de enfermagem do hospital cobrando que o atendimento na unidade seja mais humanizado.

Carlienne Carpaso
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