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Polícia quer prorrogar investigação sobre bebê morto em hospital de Campo Maior

A Polícia Civil pediu a prorrogação do prazo para finalizar o inquérito que apura a morte de um bebê de um ano e sete meses no Hospital Regional de Campor Maior, a 80 quilômetros de Teresina. De acordo com o delegado Gustavo Jung, o pedido foi feito na quarta-feira (30), quando a investigação deveria ter sido concluída.

"A gente pediu prorrogação do prazo devido a complexidade do caso. Encaminhamos os autos do processo para a Promotoria ontem. Na semana que vem deveremos saber qual o novo prazo", comentou o titular da Delegacia de Campo Maior.

A morte da criança identificada como Sara Valentina Alves Nascimento aconteceu no dia 1º de setembro. Internada com febre, diarreia e vômitos, a criança faleceu aproximadamente 20 minutos depois de receber uma dosagem de dipirona. A família da vítima alega que a morte foi causada por erro médico. Já a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) garantiu que não houve falha no atendimento.

Para o delegado Gustavo Jung, só a prorrogração do prazo de entrega do inquérito permitirá o esclarecimento de todas as dúvidas que ainda persistem na investigação.

"Tem muita gente para ouvir, muitas coisas técnicas para analisar e ainda existem as análises feitas pela perícia, além de laudos que ainda vão chegar. Provavelmente, vamos ouvir também representantes do Conselho Regional de Medicina e do Conselho Regional de Enfermagem. Não queremos fazer nada apressado. É melhor fazer a coisa organizada e montar o quebra cabeça direitinho", argumentou Gustavo Jung.

Delegado mantém sigilo sobre exame cadavérico

A exemplo do que já havia feito há cerca de duas semanas, Gustavo Jung manteve sigilo sobre o exame cadavérico elaborado pelo Instituto de Medicina Legal (IML). "Não vou poder falar. Só vamos abrir alguma informação no fim da investigação. O objetivo é não dar brecha para especulações", justificou.

Flávio Meireles
flaviomeireles@cidadeverde.com