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Adolescente resgatado de suposta seita desaparece e polícia é acionada

Foto: Rayldo Pereira


Pai esteve na delegacia prestando informações sobre o caso

Atualizada dia 08/02 às 08h40

A conselheira Tutelar Francisca Moura informou ao Cideverde.com que o garoto de 17 anos que estava desaparecido, já foi encontrado. Ele disse que saiu de casa para se despedir da “profetiza”, identificada como Maria Ozana da Silva, que continua desaparecida. 

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O adolescente de 17 anos resgatado nesta terça-feira (6) em Campo Maior está desaparecido novamente. O jovem fugiu da casa do pai no começo da tarde de hoje. Ele foi um dos resgatados pelo Conselho Tutelar em situação de cárcere e escravidão imposta por uma mulher identificada como Maria Ozana da Silva, de 37 anos, que se diz profeta e teria aliciado os jovens para trabalharem para ela com a promessa de libertação de espíritos malignos.

"Essa mulher esteve em minha casa e disse que minha filha era possuída pelo demônio e que aqui no Piauí ela ia conseguir libertá-la. Primeiro veio a minha filha de 15 anos  e em seguida os outros filhos de 17 e 18 anos", disse o pai dos jovens que esteve na tarde desta quarta na Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA). Ele preferiu não se identificar.

Segundo ele, quase um ano após a vinda para o Estado, a família conseguiu contato com a filha e revelou que ela estava sendo explorada pela suposta profeta. Desde então,  família se mudou para o Piauí na tentativa de resgatar a adolescente.

"Quando nós chegamos aqui, descobrimos que ela obrigava as crianças a pagar penitência como caminhar a distância entre Cocal de Telha e Campo Maior e, ainda, até Teresina. Além disso, ela obrigava fabricar e vender cocada para manter a casa onde  viviam, que ela chamava de obra. Ela chegou a dizer que era o próprio Deus que incorporava nela para  salvar a terra e acabamos acreditando, só que na verdade ela é um demônio", desabafou o pai.

O caso está sendo investigado pela DPCA e Maria Ozana da Silva continua desaparecida. A conselheira Tutelar, Francisca Moura, disse que a investigação surgiu após o pai, que mora  no município de Marabá, Pará - procurar o Conselho Tutelar para tentar resgatar o filho que estava vivendo com Ozana em uma casa no bairro Parque Flamboyant na zona Sudeste da capital.

 

Rayldo Pereira
rayldopereira@cidadeverde.com