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Campo Maior e mais dez cidades estão em emergência por alagamentos

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A Prefeitura de Campo Maior decretou, nesta quarta-feira (11), estado de emergência em razão das chuvas que atingem o município. Segundo o prefeito José de Ribamar Carvalho, o professor Ribinha, a situação é mais grave nos bairros Horto Florestal, Califórnia, Flores e Cariri. Além de Campo Maior, estão em emergência José de Freitas, Barras, Lagoa Alegre, Batalha, Cabeceiras, Esperantina, Luzilândia, Joca Marques, Madeiro e Pimenteiras.

“A situação é bastante preocupante. O nível dos rios que cercam a cidade aumenta a cada dia”, disse o prefeito de Campo Maior. Mais de 50 famílias já foram atingidas, muitas delas foram retiradas de suas casas e levadas para escolas, prédios públicos e casas de parente. De acordo com o prefeito, uma força tarefa foi montada envolvendo todas as secretarias.

 “Tivemos que fazer uma força tarefa, juntamente com a defesa civil de Campo Maior, envolvendo todas as secretarias, para que pudéssemos estar de prontidão nos bairros, principalmente os mais atingidos”, afirma o prefeito, ressaltando que foram feitos ainda alugueis sociais para amparar vitimas dos alagamentos.

O próximo passo, segundo a prefeitura, é a visita às comunidades com equipes médicas e alimentos. "Estamos montando uma agenda de visitas às famílias levando equipes de saúde, médicos, enfermeiros, técnicos, alimentos, medicamentos e agasalhos para as famílias em situação calamitosa”, ressalta o prefeito.

Caso a situação persista e o nível das águas continue a subir, o gestor não descarta decretar estado de calamidade pública. “Para que possamos requisitar mais apoio do governo do estado e federal para que as famílias possam estar cada vez mais assistidas. O município está precisando da atenção de todos nós e da sociedade civil”, lembra Ribinha.

O estado de calamidade é declarado quando o município não tem condições de resolver os problemas ocasionados, no caso desastres naturais, e só deixará determinada situação mediante intervenção dos governos estadual ou federal. Na situação de emergência, os governos apenas complementam o auxilio à prefeitura, que arca com o restante dos recursos. Um município em estado de calamidade pode realizar compras sem licitação.

Hérlon Moraes
herlonmoraes@cidadeverde.com