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Novo rosto dos nossos irmãos

A origem do homem é um tema muito palpitante na ciência. Já tratamos disso numerosas vezes aqui no Ciência Viva, inclusive com um dos nossos primeiros posts (reveja aqui).

Se torna palpitante e ao mesmo tempo intrigante, sabermos que somos uma espécie e diferente da grande maioria não temos espécies com um grau de semelhança maior com a nossa.

O mais intrigante disso tudo é que as descobertas arqueológicas e paleontológicas nos revelam que há 30 a 40 mil anos atrás dividíamos o planeta com outras espécies. Já é sabido, desde o século XIX da existência do Homem de Neanderthal, que viveu na Europa, tinha o corpo mais robusto que o nosso, a caixa craniana um pouco maior, porém, desapareceu. Uns defendem que foi extinto, outro defendem que se fundiram a nossa própria espécie. Outros grupos que coexistiram conosco teriam sido o Homo erectus, provavelmente da subespécie ergaster; o Homo floresiensis, a espécie anã dos seres humanos da Ilha de Flores, na Indonésia; o Homo luzonensis, encontrado a pouco tempo nas Filipinas e o Homem de Denisova, cujos fósseis, paupérrimos foram investigados profundamente, e já se sabe que de fato constituíram uma espécie distinta de todas as outras.

A novidade, publicada na Revista Science desta semana é que estudos inferenciais com base nas informações levantadas até o momento do Homem de Denisova permitiram a reconstrução artística da face deste hominídeo que guarda mistérios sobre a sua real origem.

O fóssil encontrado na caverna de Denisova na Sibéria, Rússia, dá conta de que se tratava de uma fêmea jovem que habitou a região há 75 mil anos atrás. Pesquisadores como o arqueólogo molecular Ludovic Orlando da Universidade de Copenhague, Dinamarca, achou uma abordagem inteligente a tentativa de reconstrução com base em poucos recursos, mas com evidências bastante sólidas, reunidas a partir da convergência de várias pesquisas.

O mais interessante, e o leitor do Ciência Viva deve concordar com nossa opinião, é que se encontrássemos alguém com esta aparência pelas ruas de qualquer lugar, talvez não a víssemos como alguém que pertence a uma outra espécie, diferente da nossa.

Bom domingo para todos (as)!