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Pets da realeza Mesopotâmica

O hábito de criar animais de estimação não é recente. Na antiguidade monarcas e famílias nobres já tinham esta cultura o que nos faz imaginar que a domesticação é quase tão antiga quanto a capacidade humana de se reunir em sociedades.

Outro dia andei falando aqui sobre um cemitério de pets encontrado no Egito, no qual animais domésticos eram enterrados com adornos e tudo mais. Veja aqui.

A descoberta agora é de um grupo de animais híbridos (semelhantes aos burros e mulas) que foi encontrado enterrado junto com membros da realeza, próximo a cidade de Aleppo na Síria. Segundo os arqueólogos, trata-se de Kungas, que era um equino semelhante a um burro, muito valorizado na Idade do Bronze. Um estudo genético revelou que se trata de um híbrido de uma jumenta com um asno selvagem, sendo reconhecido como um dos primeiros híbridos produzidos intencionalmente pelo homem.

Ossos raros de Kungas encontrados enterrados em um cemitério de 4.500 anos em Umm el-Marra, nos arredores de Aleppo, na Síria. Fonte: Science (GLENN SCHWARTZ)

Este achado é datado de aproximadamente 3.000 a.C. e o material genético foi extraído dos ossos. Segundo informações resgatadas de tabuletas de argila este animal não era muito comum, mas eram os preferidos da realeza para agricultura, transporte e guerra, já que na região os cavalos ainda não eram muito difundidos e só chegaram cerca de 1.000 anos depois.

É curioso que esta cultura de criar e até produzir híbridos remonte épocas tão antigas. Um sinal de que a ciência sempre esteve por perto.

Até o próximo post...