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Três grupos de estudantes brasileiros são medalhistas em competição internacional de Ciência

Uma equipe de estudantes da USP, outra da UNESP e outra da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) foram premiadas com duas medalhas de ouro e uma de prata, respectivamente na International Genetically Engineered Machine Competition (iGEM).

A competição, que acontece em Boston (EUA), reuniu jovens de mais de 300 equipes de várias universidades de todo o mundo, mostrando-se como uma oportunidade de interação e troca de experiências entre jovens de diferentes nacionalidades e instituições de pesquisa do mundo inteiro.

O trabalho dos estudantes da USP consistiu em modificar bactérias que fossem capazes de detectar agentes infecciosos no interior dos organismos de insetos vetores e com isso liberar substâncias que fossem capazes de matar estes vetores, interrompendo assim o ciclo de transmissão destas doenças. A ideia é fantástica e mostrou-se viável, uma vez que os testes realizados em laboratório (In Vitro) se mostraram eficazes. Com o projeto em execução é possível ajudar no combate de doenças como Malária, Dengue e até a Doença de Chagas. A equipe recebeu o curioso nome de Biotrojan, numa alusão ao Cavalo de Tróia.

Em um post anterior comentei sobre o Projeto da equipe da UNESP de Araraquara que projetou uma bactéria modificada capaz de liberar no organismo humano insulina para que seja possível a degradação de excedentes de glicose, ajudando a combater o Diabetes.

A equipe da UFAM criou um kit de edição de DNA baseado no sistema (escrevi um post em 01 de setembro falando sobre edição de genes. Veja em: Cientistas criam técnica capaz de corrigir mutações ou modificar características). A ideia dos amazonenses foi criar um protocolo de uso deste kit para ser usado por outros pesquisadores. A ideia foi premiada com medalha de prata.

A biologia sintética (possibilidade de modificar formas vivas com a finalidade de melhorar nossa qualidade de vida) é uma área de pesquisa crescente nas universidades brasileiras. Esta premiação abre, na minha opinião, muitas perspectivas, pelo menos de ideias, para se trabalhar com as temáticas nas diferentes Instituições de Ensino Superior do Brasil.