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Brasil registra 114 mortes e 3.904 casos de coronavírus, revela Ministério da Saúde

 

O Brasil registrou hoje, em atualização da plataforma do Ministério da Saúde, 3.904 casos confirmados da covid-19, transmitida pelo novo coronavírus. O número corresponde a 487 novas confirmações em relação à última atualização de ontem dos dados da pandemia no País, 14% de incremento.

As mortes pela doença chegam a 114, com aumento de 19 casos em relação a ontem. O índice de letalidade está em 2,8%. O horário de fechamento dos números foi às 15h deste sábado, 28.

O País tem infectados em todas as regiões e Estados. São Paulo é a unidade da Federação mais afetada pela doença, com 1.406 casos confirmados. Em seguida, Rio de Janeiro (558), Ceará (314) e o Distrito Federal (260).

Neste sábado, o governo do Distrito Federal, informou, que errou ao divulgar o registro da primeira morte por covid-19 na sexta-feira. Segundo o GDF, a suspeita foi descartada após o teste do homem dar negativo para a doença. Até o momento, nenhuma morte foi registrada na capital do Brasil.

90% das vítimas fatais por Covid-19 tinham acima de 60 anos

O Ministério de Saúde divulgou neste sábado, 28, o perfil dos óbitos por Covid-19, transmitido pelo novo coronavírus. Segundo os dados, 90% das vítimas fatais tinham acima de 60 anos Ainda, 84% apresentaram pelo menos um fator de risco. Entre eles, cardiopatia, diabetes e pneumopatia.

Até o momento 61,4% das pessoas que vieram a óbito foram homens, 62 casos. Já mulheres representam 38,6%, com 39 casos. O maior número de óbitos foram registrados na última quinta-feira, 26, quando 14 pessoas morreram.

Até as 15h deste sábado, 28, quando os dados apresentados foram fechados, 15.140 pessoas estavam hospitalizadas por conta da Covid-19. Deste, 569 foram confirmados com a doença.

Fonte: Estadão Conteúdo

Governador baixa decreto e determina retorno de servidores à Secretaria de Saúde

Foto: RobertaAline/CidadeVerde.com

O governador Wellington Dias (PT) baixou decreto que suspende todas as cessões ou disposições dos profissionais que pertencem aos quadros da Secretaria Estadual de Saúde. Com a medida, o governo quer o máximo de profissionais possível trabalhando nas ações de combate a pandemia do novo coronavírus.

O decreto diz que o retorno afetará os profissionais que estão cedidos a unidades não relacionadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). Os profissionais têm até 24 horas para se apresentarem à secretaria.

Os servidores que não retornarem no prazo previsto passarão por sindicância. Os diretores dos hospitais ficam autorizados a instaurar o processo, diante de falta injustificada e quando for comprovado que o servidor apresentou atestado médico, mas continua trabalhando na rede privada. 

O Piauí já registra a primeira morte por covid-19. O estado possui 11 casos. Um foi confirmado na cidade de São José do Divino, outro em Parnaíba e os demais são de Teresina. 

 

Lídia Brito
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Governo monitora família do prefeito morto com coronavírus

Foto:IzabelaPimental/CidadeVerde.com

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, em parceria com a Prefeitura de São José do Divino e Prefeitura de Piracuruca, está monitorando os familiares e as pessoas que tiveram contato recente com o prefeito de São José do Divino, Antônio Nonato Lima Gomes. Ele faleceu na última quinta-feira (27) e teve resultado positivo em seu exame para Covid-19. 

Segundo o secretário de Saúde, Florentino Neto, os protocolos definidos orientam o isolamento domiciliar, observando o surgimento ou não dos sintomas. Ele informa que a Sesapi já está trabalhando em conjunto e mantendo contato com as prefeituras e com a gerência regional de Parnaíba, onde também foi confirmado um caso da doença. 

“Estamos analisando a nova configuração de casos no nosso estado, já que temos um caso novo em Parnaíba e o caso de São José do Divino. Sabendo disso, estamos desenvolvendo ações com as prefeituras dos municípios e com a gerência regional de Parnaíba e estamos cumprindo o que estabelece nosso plano de contingência. Este trabalho em conjunto e de monitoramento é essencial para contermos a proliferação do vírus e o surgimento de mais casos no nosso estado”, destacou o Secretário Florentino Neto.

A cidade de São José do Divino possui 5. 148 habitantes. 

Secretário e médico fazem apelo após três cidades do Piauí registrarem casos de Covid-19

Foto: Arquivo/CidadeVerde.com 

O secretário Estadual de Saúde, Florentino Neto, fez um apelo neste sábado (28) para que a população do Piauí fique em casa.

O pedido é reforçado após o estado confirmar a primeira morte por Covid-19. A Secretaria de Saúde informa que além de Teresina, as cidades de São José do Divido e Parnaíba apresentaram diagnósticos positivos para a doença. Até o momento, o maior número de casos é na capital. 

A primeira vítima foi o prefeito da cidade de São José do Divino, Antônio Felícia (PT). “Hoje pela manhã recebemos do Laboratório Central a confirmação da informação de mais dois casos de covid-19 no Piauí. Divulgamos imediatamente. Um desses casos diz respeito ao primeiro óbito que temos no Piauí, que é do prefeito de São José do Divino, Antônio Felícia. Na verdade há a situação que temos que analisar a nova configuração, que estamos com os números. Antes só tínhamos casos confirmados em Teresina e agora temos casos confirmados em São José do Divino e em Parnaíba”, declara Florentino Neto.

Diante do crescimento do número de casos, já são 11 no estado, e da primeira morte, o secretário fez mais uma fez o apelo para que a população fique em casa. 

“Estamos desenvolvendo ações  com as  prefeituras de São José do Divino e de Piracuruca. Estamos com a gerência regional em Parnaíba, com uma interlocução que temos que fazer com o município. Cumprindo o que estabelece o nosso plano de contingência. Recomendamos o isolamento. Em todos os casos existe um trabalho de  investigação epidemiológica e um trabalho de  busca de condições que permitam  fazer a contenção da proliferação do vírus”, afirma.

Foto: RobertaAline/CidadeVerde.com

O mesmo pedido foi feito pelo diretor do Hospital Natan Portela,  o infectologista José Noronha. O médico  faz um apelo para que a população da capital cumpra a determinação de isolamento social. Para garantir que as pessoas não saiam de casa, o prefeito Firmino Filho (PSDB) baixou decreto que determina o fechamento de atividades escolares, comerciais, culturais, esportivas, e toda ação que possa gerar aglomeração de pessoas. 

“O primeiro óbito ocorreu. Todos receberam essa notícia pelos meios oficiais de informação. Desde que criamos esse protocolo,  saberíamos que esse dia chegaria. Isso não muda os protocolos estabelecidos, não muda toda programação da rede de assistência à saúde. Agora fazemos um apelo para que a população fique em casa, para que mantenha as medidas de isolamento social. Fiquem em casa, se proteja, proteja seus idosos, seus filhos, proteja os nossos profissionais de saúde que estão aqui, trabalhando por vocês da população”, diz  José Noronha.

O médico alerta para os cuidados que as pessoas que tiveram contato com os pacientes diagnósticados  com coronavírus devem tomar. 

“Quem teve contato com os pacientes positivos e  não possui sintomas gripais, fique em casa, isolado para observar se vai aparecer sintomas ou não. Quem possui sintomas gripais também fique em casa de repouse, se hidrate e fique em isolamento familiar domiciliar. Caso tenha febre persistente por mais de 24 horas, associada ou não a falta de ar, procure o serviço de saúde”, destacou. 

Lídia Brito
[email protected] 

 

Prefeitura pede participação da sociedade para arrecadar mais de 10 mil cestas básicas

Foto: Google Maps

A Prefeitura de Teresina lançou  uma ação de apoio emergencial destinado aos trabalhadores autônomos que suspenderam suas atividades em cumprimento a medida de combate ao novo Coronavírus. O objetivo da campanha Teresina Solidária é arrecadar pelo menos 10 mil cestas que serão distribuídas para famílias carentes, que passam por dificuldades devido à paralisação das atividades econômicas. 

“Essa crise afetou principalmente os trabalhadores autônomos e pessoas de baixa renda. Precisamos apoiar essa parcela da população que mais precisa de ajuda nesse momento. Tem gente que com o dinheiro que vai ganhando por dia, junta tudo para fazer a feira no sábado. Paradas, essas pessoas ficam sem a feira”, redisse o prefeito Firmino Filho.

As famílias passaram a requerer o benefício a partir deste sábado (28) por meio de uma plataforma de cadastro que será disponibilizado no site da Prefeitura (www.teresina.pi.gov.br), colocando suas informações socioeconômicas básicas. As declarações passarão pela análise de técnicos da Semcaspi. 

Quem quiser ajudar, seguindo as orientações de prevenção, pode levar suas doações a partir de amanhã (28) em dois pontos de recolhimento, no horário das 8h às 13h: o Centro Paroquial de Fátima, localizado na Praça D. Avelar - Bairro de Fátima e o depósito da Semcaspi, na Rua Pedro Freitas, nº 1995 - Bairro São Pedro. Todo o trabalho dos envolvidos na ação será feito por escala e com uso de equipamentos de proteção individuais recomendados pelos órgãos de saúde.

“Os donativos serão entregues às famílias pela rede de solidariedade cumprindo todo o protocolo de higienização pelas equipes da organização, formadas por servidores do município e representantes de entidades de assistência social”, afirma o secretário da Semcaspi, Samuel Silveira.

Para a coordenadora do comitê, Janaína Carvalho, a ação é de extrema importância nesse momento de mudança na rotina das famílias. “Muitos trabalhadores perderam a capacidade de provisão das suas famílias. Os efeitos do atual contexto apresentado exigem de todos nós uma sensibilidade e uma atitude de solidariedade”, ressalta.

O trabalho de mobilização e divulgação será feito pelas redes sociais, imprensa e ainda contará com o apoio de entidades não-governamentais, líderes religiosos e com o Teresina Transforma, plataforma de voluntariado que já conta com 700 inscritos (teresinatransforma.pmt.pi.gov.br). Para mais informações, foram disponibilizados os  telefones 3131-4729 e 3131-4730.

A coordenação do programa está a cargo de um comitê formado pelas secretarias de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), Fundação Wall Ferraz (FWF), Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) e Prodater. Nesta ação, a sociedade civil e ONG´s serão representadas pela Associação Social Arquidiocesana (ASA).

Brasil pode ter ao menos 44 mil mortes; isolar só idosos eleva nº para 529 mil

Foto: Roberta Aline/Cidadeverde.com

Uma estratégia de isolamento social de manter só idosos em casa, como sugere o presidente Jair Bolsonaro, ainda poderia levar à morte mais de 529 mil pessoas no Brasil por covid-19. O número é metade do que se projeta para um cenário em que nada fosse feito no País para conter a dispersão do coronavírus (1,15 milhão de óbitos). Mas é bem mais alto do que a estimativa para um isolamento social rápido e amplo. Mesmo com essa restrição mais drástica, haveria ao menos 44 mil mortes pela doença.

Os números fazem parte da nova pesquisa do Grupo de Resposta à Covid-19 do Imperial College de Londres. Os cientistas vêm fazendo quase em tempo real projeções matemáticas do avanço da pandemia e avaliam as ações em andamento.

Foi um trabalho dessa equipe com projeções para Estados Unidos e Reino Unido que fez o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, recuar sobre a ideia de adotar isolamento vertical (quarentena só de alguns grupos, como idosos e doentes crônicos) Johnson foi diagnosticado com covid-19 na sexta-feira, 27.

Segundo o jornal The New York Times, estimativas feitas por esses cientistas também influenciaram a Casa Branca a enrijecer medidas de isolamento.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) também recomenda o isolamento social. Já Bolsonaro tem criticado governadores que determinaram fechar o comércio e diz ter receio de uma crise econômica.

O trabalho mais recente do Imperial College, divulgado na quinta-feira, 26, expandiu a modelagem para 202 países. Liderados por Neil Ferguson, eles comparam possíveis impactos sobre a mortalidade em vários cenários: ausência de intervenções, com distanciamento social mais brando, que chamam de mitigação, ou mais restrito, a supressão.

As estimativas foram feitas com base em dados da China, onde a doença foi registrada pela primeira vez em dezembro, e de países de alta renda. Significa que para nações de baixa renda a realidade pode ser ainda mais grave do que a apontada. A estimativa de cerca de 44 mil mortes para o Brasil considera o cenário mais amplo de isolamento, e feito de modo rápido.

A eficácia do isolamento mais amplo se aplicaria em todo o mundo, segundo os pesquisadores. Eles estimam que, na ausência de intervenções, a covid-19 resultaria em 7 bilhões de infecções (quase toda a população global) e 40 milhões de mortes em todo o mundo este ano.

"Estratégias de mitigação focadas na blindagem de idosos (reduzir em 60% os contatos sociais) e desaceleração, mas não interrupção da transmissão (redução de 40% nos contatos sociais para uma população mais ampla) poderiam reduzir esse ônus pela metade, salvando 20 milhões de vidas, mas prevemos que, mesmo nesse cenário, sistemas de saúde em todos os países serão rapidamente sobrecarregados", dizem os cientistas.

O Brasil já prevê demanda crescente no SUS. No País, até a sexta-feira, já havia 92 mortes confirmadas.

"É provável que esse efeito seja mais grave em contextos de baixa renda, onde a capacidade é mais baixa. Como resultado, prevemos que o verdadeiro ônus em ambientes de baixa renda que buscam estratégias de mitigação podem ser substancialmente mais altos do que o refletido nessas estimativas", continuam os pesquisadores.

Apontam ainda que a demanda por ajuda médica só ficará em níveis manejáveis com adoção rápida de medidas de saúde pública para suprimir a transmissão, similares às de China e Coreia do Sul. Eles listam os testes em massa, o isolamento de casos e medidas mais amplas de distanciamento social.

"Se uma estratégia de supressão for implementada precocemente (com 0,2 morte por 100 mil habitantes por semana) e sustentada, então 38,7 milhões de vidas podem ser salvas. Se for iniciada quando o número de óbitos for maior (1,6 óbito por 100 mil habitantes por semana), só 30,7 milhões de vidas poderiam ser salvas", escrevem eles, sobre as projeções globais. "Atrasos na implementação de ações para suprimir a transmissão levarão a piores resultados e menos vidas salvas."

Consequências

Eles ponderam não considerar impactos sociais e econômicos mais amplos da supressão. Reconhecem que esses efeitos serão altos e podem ser desproporcionais em áreas de baixa renda.

Os pesquisadores reforçam, como já tinham dito em estudos anteriores, que as estratégias de supressão teriam de ser mantidas, com breves interrupções, até que vacinas ou tratamentos eficazes se tornem disponíveis.

Pesquisas sobre imunizantes já começaram, mas demandam uma série de testes e dificilmente a vacina chegará ao mercado ainda este ano. "Nossa análise destaca as decisões desafiadoras enfrentadas por todos os governos nas próximas semanas e meses, mas demonstra como uma ação rápida, decisiva e coletiva agora poderia salvar milhões." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Estadão Conteúdo

Wilson Witzel prorroga isolamento social no Rio de Janeiro por mais 15 dias

Foto: Marcos Correa/PR/Arquivo

O governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), anunciou a prorrogação do isolamento social no Estado por 15 dias, a partir da próxima segunda-feira, 30, ante a pandemia de coronavírus. "Eu não serei responsável pela morte de milhares de pessoas", afirmou na sexta-feira, 27, em uma transmissão ao vivo pelo Facebook. O governo não descarta estender a medida além do dia 6 de abril.

Acompanhado do secretário de Estado de Saúde do Rio, Edmar Santos, Witzel anunciou o decreto e pediu que a população continue em casa e mantenha o distanciamento social, citando a explosão de mortes na Espanha e na Itália, além da manutenção das medidas restritivas nos Estados Unidos. "Daqui para frente, se não mantivermos as restrições que o mundo inteiro adotou, nós teremos graves problemas pra poder salvar a sua vida", afirmou.

Witzel afirmou que está ciente das "dificuldades dos empresários" e da população que está sem trabalhar, mas citou o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga para defender a continuidade das medidas. "Uma economia doente é uma economia improdutiva", disse.

O secretário Edmar Santos ressaltou ainda a recessão que a Itália enfrenta após uma campanha publicitária do governo contra o isolamento. "O prejuízo lá, o desemprego e a fome, estão muito maiores do que se eles tivessem coragem de no primeiro momento acreditar no vírus e controlar a epidemia", afirmou.

Sem citar o nome do presidente Jair Bolsonaro, Witzel criticou orientações de corte do isolamento social. "Aquele que diz que não é para ficar em casa vai ser responsabilizado, porque nós estamos na contramão do mundo. Falar para as pessoas irem pra rua hoje é criminoso", afirmou.

Cestas básicas

O governador afirmou que o Estado vai distribuir um milhão de cestas básicas, além do auxílio de R$ 600 para trabalhadores informais e desempregados, para as famílias do Estado. Ele também agradeceu o trabalho de equipes de saúde, policiais, corpo de bombeiros e caminhoneiros. "Não vai faltar posto de conveniência para vocês", afirmou.

Disseminação acentuada

Para a manutenção das medidas, Witzel citou estudos científicos da área de pneumologia que apontam para uma disseminação acentuada no País. "Curiosamente, no Brasil o vírus está atingindo pessoas abaixo dos 50 anos. Depois de ler o artigo, fiquei muito preocupado também com os jovens", afirmou. Ele ressaltou que, como não há condições para testes em massa da população, a subnotificação do vírus pode ser exponencial.

O secretário Edmar Santos afirmou que o governo também vai iniciar testes com a hidroxicloroquina, mas desaconselhou o uso doméstico em larga escala. "Se você for tentar em casa, por conta própria, pode ter complicações graves, só pode ser orientada por um médico", pontuou.

Fonte: Estadão Conteúdo

Hospitais particulares redistribuem pacientes para evitar contaminação por covid

Foto: Arquivo Cidadeverde.com

Hospitais particulares de Teresina já anunciaram mudanças no atendimento a pacientes com a epidemia de Covid-19. Pacientes com suspeita ou em tratamento com o novo coronavírus serão atendidos separadamente em unidades específicas para evitar a propagação da Covid-19.

O Hospital de Terapia Intensiva (HTI), a Unimed e a Intermed anunciaram nessa sexta-feira (27) acordo operacional em que estabeleceram que os pacientes de "ambos os hospitais que apresentarem sintomas respiratótios serão atendidos no Hospital Unimed Primavera. Os demais beneficiários com outros problemas de saúde serão atendidos no Hospital HTI Casamater”.

Os beneficiários dos demais planos de saúde conveniados com o HTI continuarão sendo atendidos normalmente. O hospital também informou que pacientes com síndrome gripal com indicação de internação serão encaminhados para outros hospitais da rede privada referência no tratamento.

O objetivo da medida é "minimizar o risco potencial de infecção por coronavírus dos pacientes com outras patologias clínicas, cirúrgicas e de terapia intensiva”.

Valmir Macêdo
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Piauí adere ao aplicativo “Menor Preço Brasil” e consumidores podem conferir produtos

Ilustração

O Piauí aderiu a plataforma online “Menor Preço Brasil”. O aplicativo é destinado a fornecer, aos consumidores, informações sobre preços praticados pelo comércio varejista. A iniciativa foi desenvolvida pela Secretaria de Fazenda do Rio Grande do Sul e já conta com 22 estados integrados.

O aplicativo está disponível para o sistema operacional Android (Google) e iOS (Apple). “Na tela do celular, o consumidor pode pesquisar o menor preço sobre um determinado produto na região em que ele está localizado no momento”, explica o superintendente da Receita Estadual do Piauí, Emilio Junior.

O Menor Preço Brasil traz informações sobre medicamentos, alimentos, vestuários e muitos outros produtos. Uma aba é destinada exclusivamente a combustíveis. A plataforma é capaz de rastrear preços em um raio de 30km. As informações são atualizadas em tempo real toda vez que um estabelecimento realiza uma venda a varejo. 

O superintendente explica que, no momento que uma nota fiscal é emitida, o aplicativo atualiza os preços. “Isso possibilita termos um preço fiel, já que a nota foi emitida e autorizada pela Sefaz”, destaca Emilio.

Além do Piauí, já aderiam ao aplicativo Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe, Tocantins e o Distrito Federal. 

Covid-19

Quem já baixou o aplicativo pode pesquisar preços de produtos destinados ao combate do coronavírus, como álcool em gel, máscaras e luvas. “O consumidor ganha tempo, pois já sabe onde encontrar o produto, e adquire pelo menor preço”, finalizou o superintendente.

 

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Sem produção, povo terá dinheiro, mas prateleiras estarão vazias, diz Guedes

Foto: Alan Santos/ PR

Em pronunciamento divulgado nesta sexta-feira (27), o ministro da Economia, Paulo Guedes fez coro ao presidente Jair Bolsonaro ao afirmar que, sem produção econômica, a população terá recursos financeiros, mas as prateleiras dos mercados estarão vazias.

Bolsonaro é crítico ao isolamento como forma de contenção da pandemia do novo coronavírus. Para ele, os idosos e pessoas com doenças preexistentes devem ficar em casa, enquanto jovens e adultos seguem com vida normal.

Guedes argumenta que, com o plano de emergência implementado pelo governo, as pessoas vão receber recursos para enfrentar o período de crise. Por isso, segundo ele, a produção em áreas essenciais não pode parar.

"O alerta do presidente é 'sim, vamos cuidar da nossa saúde, mas não podemos esquecer que ali à frente temos um desafio de continuar produzindo, alimentar nossos doentes, alimentar a população'", afirmou Guedes em vídeo divulgado pelo Ministério da Economia.

"Se não lembrarmos que temos que continuar resistindo com a nossa produção econômica também, vamos ter um fenômeno onde todo mundo está com os recursos, mas as prateleiras estão vazias porque nós deixamos a organização da economia brasileira entrar em colapso", disse.

De acordo com o ministro, "duas enormes ondas avançam em direção ao Brasil": a calamidade em saúde pública "que ameaça nossas vidas" e o risco de desemprego e crise econômica.

Guedes ressaltou que o governo tem medidas para atender toda a população, com ações específicas voltadas a trabalhadores formais, autônomos, aposentados e empresas. Segundo ele, o plano de emergência anunciado pelo governo já soma R$ 700 bilhões.

?Para o ministro, Bolsonaro alerta que o governo está lançando bilhões de reais na economia e que é necessário impedir uma desorganização do sistema.

Guedes, entretanto, não descartou o isolamento como forma de prevenção. Ele afirmou que "temos que ficar agora nesse isolamento por um tempo para nos protegermos e furarmos essa primeira onda", ponderando que é essencial manter as atividades como as de médicos, produtores rurais e caminhoneiros.

O ministro, que tem 70 anos, permaneceu no Rio de janeiro nesta semana, onde despacha de casa e participa de reuniões por videoconferência. Na última semana, ele fez o teste para a Covid-19 e o resultado deu negativo, segundo o ministério.

Fonte: Folhapress

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