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Prefeitura de Timon decreta lockdown de 4 dias; veja o que funciona

Foto: Roberta Aline/Cidadeverde.com

Diante do crescimento do casos de coronavírus, a prefeitura de Timon (MA) resolveu decretar  lockdown de quatro dias  na cidade. As medidas mais rígidas serão aplicadas entre os dias 02,03,04 e 05 de julho. 

A cidade vizinha de Teresina já registrou 2025 casos confirmados de Covid-19 e 64 mortes.  O Maranhão é o quinto estado com mais casos da doença no país e a prefeitura de Timon afirma que está havendo uma visível interiorização dos casos graves da doença.
 
Para tentar frear o crescimento dos casos, o prefeito Luciano Leitoa assinou o decreto com as medidas rígidas na segunda - feira (29). “ Nossa taxa de isolamento social ainda está muito longe do que é recomendado, para podermos reabrir comércio e outras atividades. O retorno precisa ser feito com segurança. Neste fim de semana, a Prefeitura de Teresina fechou as principais atividades e a medida deverá acontecer também nesta semana, sendo assim, as medidas entrarão em vigor nas duas cidades. Estamos obedecendo também  a uma recomendação do Ministério Público, para que os atos restritivos aconteçam por igual. O  esforço precisa ser coletivo, de toda a população", declarou Luciano Leitoa.

Nos dias 02 e 03 de julho terão autorização para funcionar: 

  • Mercados, supermercados, hipermercados, congêneres e padarias
  • Borracharias, serviços bancários exclusivamente para pagamento de auxílio emergencial e benefícios sociais e autoatendimento, casas lotéricas, oficinas, para serviços de manutenção e conserto de veículo
  • Farmácias e drogarias, serviços de saúde, atividades de distribuição e comercialização de combustíveis, biocombustíveis, gás liquefeito de petróleo e demais derivados de petróleo, serviços de delivery, serviços de segurança e vigilância, serviços de transporte de cargas 
  • Órgãos e profissionais de comunicação, comércio de materiais de construção, ferragens, ferramentas, material elétrico, cimento, tintas, vernizes e materiais para pintura, mármores, granitos e pedras de revestimento, vidros, espelhos e vitrais, madeira e artefatos, materiais hidráulicos, cal, areia, pedra britada, tijolos e telhas.

 Já  nos dias 04 e 05 de julho, de 2020, terão autorização para funcionar apenas 

  • Farmácias e drogarias,  serviços de saúde
  • Serviços de segurança e vigilância
  • Serviços de delivery exclusivamente para alimentação, órgãos e profissionais de comunicação,os demais seguimentos deverão permanecer fechados. 

Atividades em Timon

Atualmente em Timon o comércio permanece fechado, mas atividades de contrução civil e celebrações  religiosas retornaram baseadas no decreto do governo do Maranhão. 

 


Izabella Pimentel
Com informações da Prefeitura
[email protected]

 

Sem oxigênio na UBS, médica sai em carro com paciente a procura de socorro

Vídeos mostram o drama enfrentado por um idoso de 62 anos com suspeita de Covid-19 em Teresina. A ação rápida de uma médica salvou a vida de Francisco Fernandes de Melo, que, segundo familiares, percorreu três unidades de saúde para conseguir atendimento médico. Ela entrou no carro da família e o levou até onde havia oxigênio. 

O caso aconteceu no último sábado (28). Por falta de médico na ala Covid do hospital do Mocambinho, o idoso teria sido orientado a ir para a UBS Valdinar Pereira, que fica no bairro. Mas, na unidade básica de saúde, não tinha balão de oxigênio.

A médica da UBS, Andreia Araújo Couto, ao ver a gravidade da situação, resolveu ir com o paciente para o Hospital do Mocambinho, onde tinha estrutura, mas não havia médico na Ala Covid. 

Diante da demora na chegada da ambulância do Samu, a médica foi no carro próprio da família, ao lado do paciente, para o Hospital do Mocambinho, que fica a pouco mais de 1 quilômetro da UBS. 

Foto: Arquivo pessoal

Médica Andreia Araújo

“Ele chegou pra mim super debilitado, desfalecido no carro. Tirei ele do carro para poder ver o estado dele. Ele estava desorientado, com saturação de 70%, frequência cardíaca de 125 , febril e com frequência respiratória de 48. Ele estava para ter uma parada cardiorrespiratória. Para isso não acontecer a gente colocou ele rapidamente no carro, eu fui no carro porque não tinha médico na ala Covid do hospital do Mocambinho”, contou a médica Andreia ao Cidadeverde.com.

Lá, com ajuda do médico da ala não Covid, a médica prescreveu medicação para o paciente e o estabilizou com oxigênio. Andréia conta que tinha que agir rápido para salvar a vida do idoso. Ela afirma que familiares relatam que na sexta-feira a mãe do senhor Francisco morreu com Covid-19 e que era quase certo que ele também estaria com a doença. No vídeo, a filha dele diz "ontem minha avó morreu de Covid do jeito que ele está aí".

“A gente está passando sufoco em UBS, porque paciente não está conseguindo ter acesso a hospital. Acho que está acontecendo triagem errada nos hospitais, porque ele já tinha passado por três. Mas,eu faria isso por qualquer pessoa porque eu acho que a gente tem que ter empatia”, disse a médica que, após estabilizar o idoso voltou rapidamente para a UBS onde havia mais pacientes em estado grave.

A médica ressalta que numa UBS não deve ter o que o paciente moderado para grave precisa, só que diante da pandemia o quadro muda, porque com os hospitais cheios a triagem chega a ser feita pela própria unidade básica de saúde.

Os profissionais de saúde da UBS estão fazendo a campanha a instalação de balas de oxigênio na unidade. “Precisamos do mínimo para fazer nosso máximo”, diz os cartazes segurados por eles. 

Sobre  a ausência de médico na Ala Covid do hospital do Mocambinho, a Secretaria de Estado da Saúde confirmou que “houve um problema na escala”, mas que já está sendo resolvido. Já a Fundação Municipal de Saúde informou que possui 25 UBS com equipes completa, com médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e outros profissionais, todos treinados para atendimento de casos leves. Para casos graves de síndrome gripal, Teresina dispõe de 10 unidades hospitalares. 

A Fundação não comentou o protesto por balão de oxigênio feito pelos profissionais.

"A Fundação Municipal de Saúde esclarece que possui 25 Unidades Básicas de Saúde, com funcionamento entre 7h às 19h para atendimento exclusivo de síndromes gripais. Estas unidades dispõem de equipes completa, com médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e outros profissionais, todos treinados para atendimento de casos leves. Para casos graves de síndrome gripal, Teresina dispõe de 10 unidades hospitalares.  A direção do hospital Mariano Castelo Branco informa que a referida paciente foi recebida, passou pela classificação de risco e estava aguardando internação, porém a família preferiu não esperar e se dirigiu para outra unidade hospitalar que não era de gestão municipal. Diante da falta de médicos na área covid deste hospital, a família se dirigiu à UBS do Mocambinho, quando o correto, dado as condições da paciente, seria procurar outra unidade hospitalar. A UBS então procedeu de acordo com a conduta para este tipo de caso grave, que é acionar o SAMU para encaminhamento para uma unidade hospitalar. No entanto, após análise a médica avaliou que não haveria tempo hábil para esperar, e tomou dentro de seu juízo clínico a iniciativa de deslocar a paciente em carro próprio para o hospital mais próximo com o suporte necessário para o atendimento de casos graves enquanto aguardavam a ambulância do SAMU. A FMS informa que a paciente foi atendida com o devido zelo, identificando a urgência da situação e tomando as atitudes necessárias para evitar que o caso se agravasse".

 

Izabella Pimentel
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Wilson Lima, governador do AM, é alvo de operação da PF

Foto:DiegoPeres/Semcom

A Polícia Federal cumpriu nesta terça-feira (30) mandados de busca e apreensão na casa e no gabinete do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC).

A ação faz parte da Operação Sangria, que investiga desvio de recursos federais usados no combate à epidemia do novo coronavírus. Além da residência de Lima e da sede de governo, a PF cumpre outros 18 mandados de busca e apreensão e oito mandados de prisão temporária.

Entre os presos está a secretária de Saúde, Simone Papaiz. Ela, no entanto, assumiu o cargo em 8 de abril, após a negociação do contrato sob investigação. Ex-secretária de Saúde de Bertioga (SP), ela entrou no governo pouco antes do pico da epidemia no Amazonas.

Ele é o terceiro governador sob investigação por suspeita de corrupção no uso de verbas para o combate da Covid-19. Wilson Witzel (PSC-RJ) e Helder Barbalho (MDB-PA) já foram alvo de ações semelhantes. O principal foco da investigação é a compra de 24 respiradores de uma empresa importadora de vinho. Segundo perícia da PF, houve um sobrepreço de 133,67% em relação ao preço de mercado. O valor suspeito de desvio é de até R$ 2,2 milhões.
"Evidenciou-se o direcionamento da compra para empresa cuja atividade era/é a comercialização de vinhos. Os ventiladores mecânicos hospitalares entregues ao estado do Amazonas, pela referida empresa, não possuíam as especificidades técnicas necessárias para a adequada utilização no tratamento médico", afirma a PF em nota.

Em nota, o governador do Amazonas afirmou que "aguarda o desenrolar e informações mais detalhadas da operação". "O governador Wilson Lima, que estava em Brasília para cumprir agenda de trabalho, está retornando para Manaus." A operação foi batizada "Sangria" em alusão à importadora de vinhos suspeita de ter participado do desvio.

No início do mês, governador paraense, Helder Barbalho (MDB) também foi alvo de operação da Polícia Federal que apura fraudes na compra de respiradores pulmonares. Foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão no Pará, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Espírito Santo e Distrito Federal, após decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

O relator do caso no STJ, ministro Francisco Falcão, decretou a indisponibilidade de bens, valores, dinheiro e ativos no montante de R$ 25,2 milhões de Barbalho e de outros oito investigados, sete pessoas físicas e uma empresa.

A PF apreendeu cerca de R$ 750 mil na casa de Peter Cassol, secretário-adjunto de Gestão Administrativa na Secretaria de Saúde do Pará e um dos investigados no inquérito que apura fraudes na compra de ventiladores. O dinheiro estava guardado em uma caixa térmica, embalado em papel de jornal. Pela manhã, antes de conceder entrevista coletiva sobre o caso, o governador Helder Barbalho exonerou Cassol.

Também no início do mês, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro decidiu abrir um processo de impeachment contra o governador do estado, Wilson Witzel (PSC).

No fim de maio, a Operação Placebo, da Polícia Federal, disse ter reunido provas indicando que Witzel está no topo de uma organização que fraudou o orçamento até das caixas d'água de hospitais de campanha no Rio.

Dados da investigação, enviados pelo Ministério Público Federal no Rio ao STJ, afirmam que Witzel "tinha o comando" das ações para, supostamente, lesar a gestão das unidades de saúde.

Para isso, seria auxiliado por sua mulher, Helena Witzel, e pelo ex-secretário de Estado da Saúde Edmar Santos, que delegou algumas atribuições a subordinados sob investigação.

Segundo o inquérito, que tramita em sigilo, houve ilegalidades no processo de contratação da organização social Iabas para administrar os hospitais provisórios. Para isso, diz a investigação, foram fraudados os valores dos orçamentos de diversos itens do atendimento a vítimas da Covid-19.
Em 26 de maio, a Polícia Federal cumpriu ordens de busca e apreensão em endereços de Witzel, incluindo os palácios das Laranjeiras e da Guanabara, da mulher dele e de servidores da Saúde no estado.

"Afirmam [os investigadores] que as provas coletadas até este momento indicam que, no núcleo do Poder Executivo do estado do Rio, foi criada uma estrutura hierárquica, devidamente escalonada a partir do governador, que propiciou as contratações sobre as quais pesam fortes indícios de fraudes", prosseguiu o ministro.

Em seguida, ele acrescenta: "Para tanto, Wilson Witzel mantinha o comando das ações [auxiliado por Helena Witzel]".

Na decisão, Gonçalves afirmou que o compartilhamento de provas provenientes da Justiça Federal no Rio demonstrou "vínculo bastante estreito e suspeito entre a primeira dama do Rio" e as empresas de Mário Peixoto, empresário beneficiado com contratos no governo fluminense.

Ele cita contrato de prestação de serviços entre o escritório de advocacia de Helena Witzel e a DPAD Serviços e Diagnóstico, bem como comprovante de transferência de renda entre as duas empresas.

No email de Alexandre Duarte, apontado como operador de Peixoto, a polícia também encontrou um comprovante de pagamento à esposa de Witzel, afirma o ministro. Gonçalves afirmou que as ações são necessárias em busca de provas e ressaltou a dificuldade de investigar pessoas que conhecem o funcionamento da Justiça.

Witzel é ex-juiz de carreira e deixou a profissão para se candidatar ao Executivo fluminense.


Fonte: Folhapress

Futebol tenta se adaptar ao novo coronavírus com criatividade e medidas inéditas

Foto: Vitor Silva/Botafogo

 

O retorno gradual do futebol ao mundo depois da longa paralisação provocada pelo novo coronavírus tem rendido uma série de curiosidades que vão bem além de jogos por portões fechados, gols sem abraços e rotinas de testes. O chamado "novo normal" traz também uma lista de acontecimentos inusitados, soluções inéditas e até aberrações em placares e estratégias.

Para contar essas histórias, o Estadão pesquisou mundo afora os acontecimentos mais curiosos e entrevistou jogadores brasileiros que testemunharam de perto alguns impactos diferentes da pandemia. Além do episódio das bonecas infláveis na Coreia do Sul, do Maracanã com jogo de futebol ao lado do hospital de campanha ou das fotos de torcedores em assentos pela Alemanha, o futebol vivenciou mais outras situações que permaneceram um pouco escondidas.

Se os jogos são com os portões fechados, a torcida precisa dar um jeito para acompanhar. E opções inusitadas não faltaram nesta nova fase do futebol mundial. Um dos exemplos foi na Síria, onde um grupo de pessoas subiu à laje de um prédio abandonado vizinho ao estádio para acompanhar o jogo em uma posição privilegiada.

Em um outro país, quem tentou se aventurar por esse mesmo caminho não teve sucesso. O atacante brasileiro Teco, do KF Laçi, da Albânia, presenciou uma situação curiosa. "A partida começou e não tinha ninguém acompanhando o jogo. Do nada, começamos a escutar o grito da nossa torcida, como se estivesse dentro do estádio. Quando olhei em volta, eu vi os torcedores na laje e até achei engraçado. Do nada apareceram e ficaram lá amontoados, cantando e gritando", contou.

Mas a investida durou pouco. A polícia foi até lá e retirou o grupo da laje para preservar os cuidados sobre distanciamento social. "Mesmo com a polícia retirando eles da laje, continuaram cantando fora do estádio durante todo o jogo, para nos incentivar durante os 90 minutos", afirmou. O apoio deu certo. O time dele bateu o KF Kukësi por 2 a 0.

Em Portugal, um grupo de torcedores do Porto foi mais sofisticado. No jogo do time como visitante contra o Aves, a ideia deles foi de pagar para uma moradora vizinha do estádio do Aves pudesse recebê-los dentro de casa. Com o acordo firmado, eles penduraram uma bandeira do Porto na sacada e foram os únicos espectadores do empate por 0 a 0.

DRIVE-IN - Se a torcida não pode se aglomerar dentro dos estádios, reunir-se em um estacionamento está permitido. Por isso, alguns times na Estônia e na Dinamarca tiveram a ideia do drive-in, nos moldes dos antigos cinemas da década de 1950. Os clubes instalaram telões em um amplo pátio para que o público pudesse acompanhar os lances, mas dentro dos respectivos carros

"Aqui na Dinamarca estão tentado inovar bastante. Nossa equipe fez o drive-in, que para mim foi uma coisa inédita. Algumas equipes até colocaram a torcida cantando ou fotos na arquibancada", afirmou ao Estadão o zagueiro Paulinho, do Midtjylland. No futebol local ainda teve time que instalou telões ao redor do gramado para as imagens dos torcedores serem reproduzidas ali em tempo real, por videoconferência.

Na Estônia, o meia brasileiro Bruno Caprioli, do Paide Linnameeskond, foi outro a ter aprovado o drive-in organizado para a torcida. "O time gostou muito. É um jeito dos torcedores se sentirem perto da gente. É bom sentir que eles estão torcendo", comentou.

PANDEMIA FAZ AUDIÊNCIA AUMENTAR - A organização do Campeonato Húngaro acabou beneficiada de certa forma pela pandemia da covid-19, apesar de todos os problemas. A liga conseguiu ampliar a comercialização dos direitos de transmissão para países vizinhos e também incrementou a grade de jogos inclusive na TV local, devido ao interesse regional de voltar a ver o futebol.

O meia brasileiro Lucas mora há 13 anos na Hungria, onde é capitão do Kisvárda e testemunha alguns dos impactos positivos. "Outros países passaram a transmitir o futebol húngaro, principalmente Eslováquia, Romênia e Ucrânia. Alguns até já passavam os jogos, mas aumentou muito a quantidade de transmissão", disse.

O retorno do futebol mexeu até com a grande de transmissão de alguns canais. "A TV húngara fez um esquema para transmitir os jogos das rodadas. As partidas tiveram horários diferentes, para todo mundo passar a acompanhar ao vivo. Temos 12 times e são seis jogos por rodada. Mas antes só passavam três ou quatro na TV e o resto era online. Agora mudou tudo isso", comparou.

PÚBLICO PODE, MAS SÓ ATÉ 500 TORCEDORES - No futebol da Eslováquia, a liga local foi retomada com uma determinação diferente. No mês de junho as partidas poderiam ter só 500 pessoas e a partir de julho, o número aumenta para mil. A limitação de ingressos provoca a curiosa situação de que grande parte das entradas ficam nas mãos dos jogadores e dirigentes, que têm direito a uma cota fixa para distribuir a amigos e familiares.

O meia brasileiro Gustavo joga pelo Vion Zlate Moravce e explicou ao Estadão com funcionava a distribuição de entradas em junho. "Dos 500 ingressos, só 300 eram vendidos na bilheteria para o público. Os outros 100 ficavam para um clube e outros 100 para o adversário", afirmou. A torcida voltou a frequentar os estádios com uma distância maior entre os presentes. Demarcações nas cadeiras garantem o cumprimento dessa regra.

Para o jogador, mesmo que seja um público bem limitado, é mais prazeroso do que jogar com os portões fechados. "Para mim é mais estranho jogar no estádio vazio. Por mais que sejam só 500 pessoas, tem alguém vendo o jogo. A gente gosta de poder jogar e ter gente nos assistindo", comentou.

SURTOS E CATEGORIAS DE BASE - O Campeonato Russo sofre com uma série de adiamentos nesta retomada. Uma regra local exige que se um elenco tiver casos do novo coronavírus, o time inteiro terá de permanecer de quarentena. Por isso, algumas partidas estão por enquanto sem data, mas um dos compromissos teve de ser realizado mesmo assim. E teve um resultado muito incomum.

No último dia 19, o Rostov enfrentaria o Sochi, fora de casa, e pediu o adiamento da partida. O objetivo foi remarcar o jogo para uma outra ocasião, já que o elenco estava com seis jogadores contaminados. Próximo da zona de rebaixamento e em busca de pontos, o Sochi não aceitou a proposta. Sem saída, o Rostov enviou ao jogo um time de garotos sub-17 e perdeu por 10 a 1.

"Fomos inferiores aos nossos adversários unicamente por causa da capacidade física", disse o jogador Roman Romanov, de 17 anos, autor do único gol do time goleado. Nem mesmo a comissão técnica aceitou participar da partida.

Por Ciro Campos
Estadão Conteúdo

Mais de 120 pessoas morreram por mês em Teresina vítimas da Covid-19

Em três meses de óbitos confirmados, Teresina soma 369 vidas perdidas para a Covid-19. A média é de 123 pessoas que morreram por conta do coronavírus a cada mês, ou 4,1 pacientes que morreram por dia.

Os primeiros óbitos em Teresina foram registrados no dia 26 de março, mas o teste confirmando Covid-19 como causa só saiu no dia 29 do mesmo mês, e foi inserido no boletim da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) no dia 30. As duas primeiras mortes foram de um casal de idosos. 

A maioria das mortes de pacientes na capital ocorreram em junho. Teresina fechou o mês de maio com 90. Até ontem (29), foram 279 óbitos confirmados no mês - com isso, a média diária de falecimentos em junho é de 9,62.

Os números têm rosto e já é difícil não conhecer alguém que tenha contraído o coronavírus. Um dos óbitos que marcou Teresina nos últimos dias foi  o do músico da Orquestra Sinfônica de Teresina, Caio Michel. Sem comorbidades, o jovem de apenas 31anos morreu após passar 21 dias internado em um hospital particular. Ontem (29) amigos e familiares participaram de uma missa online pelo sétimo dia de morte do músico. 

Os óbitos registrados em Teresina no mês de junho representam 75,6% do total acumulado desde o fim de março na capital. 
Perfil
Os idosos foram as maiores vítimas da Covid-19 na capital. O maior número de óbitos foi entre pessoas na faixa etária de 70 a 79 anos. O segundo  foi entre idosos de 80 a 89 anos. Já o terceiro maior número de mortes foi de pessoas com idade de 60 a 69.

Em Teresina 56,42% das vítimas são do sexo masculino e 43,585 mulheres. 77,88% destas pessoas que morreram tinha, comorbidades. Os dados são do Painel Covid-19, desenvolvido pela Prefeitura da capital.

Leitos de UTI

Fotos: Divulgação CCOM

Com o aumento nos número de casos, a ocupação do leitos de Terapia Intensiva para pacientes com Covid-19 também crescem e Teresina. De acordo com boletim da Secretaria de Estado da Saúde, hoje 78,8% das UTIs  da capital estão ocupadas. 

Todos os hospitais da capital estão com ocupação maior que 80%, inclusive os que fazem parte da rede privada. O hospital São Marcos está com 96,7% dos leitos de UTI Covid ocupados. 90% dos leitos contratados pelo Estado no Hospital Prontomed também estão lotados.

Entre os hospital da rede pública, o Hospital Universitário da UFPI tem 93,35 de ocupação. Já o Hospital Geral do Monte Castelo tem 85,7% das UTIs ocupadas.

Quanto aos leitos clínicos a situação também é crítica. Os Hospitais do Monte Castelo, São Paulo e HU estão com 100% de ocupação.

Veja aqui o boletim


Izabella Pimentel e Fábio Lima
[email protected] 

Teresina registra 202 novos casos e nove óbitos por Covid em 24 horas

Foto: Folhapress

Teresina registrou 202 novos casos e mais nove óbitos por Covid-19 nas últimas 24 horas. Segundo dados divulgados, nesta segunda-feira (29), pelo Comitê de Operações Emergenciais em Saúde Pública (COE) da Fundação Municipal de Saúde (FMS), a capital contabiliza 7.668 casos confirmados e 369 óbitos por coronavírus. O número de pessoas recuperadas chegou a 1.634.

Atualmente, a taxa de ocupação de leitos de UTI Covid está em 81,16%. Do total de 328 leitos de UTI Covid da cidade, 265 estão ocupados. Dentre os óbitos confirmados, seis eram do sexo masculino e três feminino, com idades de 47 a 90 anos. Das comorbidades apresentadas estavam diabetes, doença pulmonar crônica, cardiovasculares, renais e hipertensão.

Como mais uma estratégia do município para o enfrentamento da Covid-19, a Prefeitura de Teresina ampliou para 25 o número de Unidades Básicas de Saúde (UBS) para o atendimento exclusivo de pacientes com sintomas gripais leves. Com o acréscimo de mais duas UBS, localizadas nos bairros Mafrense e Parque Brasil, esse tipo de assistência segue com funcionamento diário das 7h às 19h, sendo sete unidades situadas na zona Norte, oito na zona Sul, seis na zona Leste e quatro na zona Sudeste.

O presidente da FMS, Manoel de Moura, informou que a Prefeitura tem adotado várias estratégias para conter a proliferação do vírus e ampliar a rede de atendimento para quem precisa. 

“A necessidade de atendimento em saúde tem crescido. Sabendo disso, a FMS está fortalecendo a rede, com contratação de profissionais, aquisição de equipamentos e insumos, disponibilização de testes rápidos e ampliação de leitos, melhorando a capacidade de assistência e resposta às demandas da população”, ressalta o presidente.

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Ministério da Saúde ainda não se manifestou sobre envio de profissionais de saúde

O Ministério da Saúde ainda não se manifestou sobre o envio de 359 profissionais de saúde para atuar em UTIs no Piauí durante a pandemia do novo coronavírus. As secretarias de saúde municipal e estadual estão com dificuldades de contratação de médicos intensivistas e, por isso, recorreram ao Governo Federal. 

"Ainda não temos resposta definitiva do Governo Federal. Sabemos que tem a disponibilização de mais de 300 profissionais médicos, mas não sabemos a especialidade e qual será aplicabilidade deles para a nossa estratégia de contigência, se na atenção primária, alta complexidade ou UTI", explica médico infectologista José Noronha, membro do Comitê de Operações de Emergência. 

A pandemia do novo coronavírus também compromete a disponibilização de medicamentos para a entubação de pacientes. Levantamento da Assistência Farmacêutica do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) aponta que, pelo menos, 11 medicamentos usados no processo de ventilação mecânica estão em falta nos estados brasileiros. É o caso do rocurónio, relaxante muscular usado no tratamento de pacientes graves da Covid-19. 

Sobre os medicamentos, Noronha explica que a falta é no mundo inteiro devido a grande necessidade durante a pandemia, mas que há um esforço juntos aos fornecedores para que não haja desabastecimento no estado. 

"Os fornecedores do Governo do Estado e da Prefeitura de Teresina  têm se esforçado para que não haja desabastecimento, mas sabemos que essa é uma situação que pode acontecer. O Governo do Piauí e de outros estados do país estão em negociação para importar esses medicamentos. O importante é frisar para a população: fique em casa, pois independente do contingente de leitos de UTIs, sociedade nenhuma consegue gerar leitos tão rápidos como os pacientes doentes vão ocupando"


Graciane Sousa
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Retomada das aulas da rede privada será discutida em julho

A retomada das aulas nas escolas particulares de Teresina será discutida em reunião com representantes da categoria e o poder público municipal. O presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado do Piauí (Sinepe), Marcelo Siqueira, adianta que a reunião está agendada para a próxima semana quando serão discutidos o protocolo de retorno das aulas, bem como datas. 

"Não temos ideia ainda de quando vamos voltar. Esperamos conversar e, no melhor momento, que seja seguro para todos,  pais e escolas, possamos retornar", disse Siqueira. 

Ele adianta que proprietários de escolas particulares estão procurando se adequar ao novo normal para o retorno com segurança. 

"As escolas estão dispostas a propiciar o ambiente mais salubre. Estamos abrindo janelas nas salas, preparando um protocolo de retorno e assim que a prefeitura e estado se sentirem seguros, nesse sentido, estamos de mãos dadas e vamos retornar com segurança", reitera. 

Marcelo Siqueira pontua que o Conselho Estadual de Educação, por meio de resolução, autorizou aulas mistas com parte da turma presencial e a outra em casa. No Estado de São Paulo, por exemplo, foi anunciado o retorno das aulas em setembro com apenas 35% dos alunos de forma presencial.

"Em relação aos contéudos, o Conselho Nacional de Educação também estuda algumas alternativas. Primeiro, o ano civil não coincide com o escolar, a gente pode entrar um pouquinho no ano seguinte. Segundo, alguns conteúdos deste ano podem ser acumulados para o ano que vem. É muito interessante que todas as escolas, no retorno das aulas presenciais, façam um diagnóstico para saber em que pé os alunos estão de aprendizagem, para que a gente possa fazer uma recuperação e colocar todo mundo, o mais próximo, no mesmo patamar para que a gente possa desenvolver os conteúdos e não haja perda de conteúdo", conclui Marcelo Siqueira.

 

Graciane Sousa
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Programa Busca Ativa realiza testagem nesta terça na Nova Ceasa

Foto: Roberta Aline/Cidadeverde.com

O Programa Busca Ativa realiza ação na Nova Ceasa, nesta terça-feira (30), das 9h30 às 13h. Ao todo, doze equipes formadas por técnicos da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), farão a pesquisa no mercado, ouvindo permissionários e clientes do local. Além disso, haverá testagem para diagnóstico da Covid-19 nos feirantes e caminhoneiros do entreposto.

O Busca Ativa vem para fortalecer as ações de combate ao novo coronavírus na Nova Ceasa, complementando o trabalho realizado na barreira sanitária instalada na portaria da central de abastecimento. A ação será realizada no setor azul do mercado.

De acordo com Bhasia Barroso, técnica da Secretaria da Saúde, coordenadora da Barreira Sanitária da Nova Ceasa e do programa Busca Ativa na central de abastecimento, o programa busca identificar casos da Covid-19 que estejam assintomáticos ou não identificados ainda, permitindo um acompanhamento e tratamento imediato de cada caso. “A ação, além de promover um melhor controle da doença no território, também permite a tomada de ações mais rápidas pelo Estado. Queremos identificar precocemente os casos da Covid-19 e, dessa forma, salvar mais vidas”, disse Bhasia.

Segundo Aristóteles Ximenes, coordenador de Operações da Nova Ceasa, a ação promove ainda mais segurança para as pessoas que frequentam a central de abastecimento. “Vamos fortalecer, cada dia mais, o trabalho de combate ao novo coronavírus, deixando o ambiente 100% seguro. Estamos, há três meses, realizando ações importantes no entreposto e esta busca ativa vem para complementar esse trabalho tão sério e importante”, disse ocoordenador.

 

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Pessoas com tuberculose podem desenvolver sequelas graves ao contrair a Covid

Foto: Ascom

Médico Lauro Rodolpho

Falta de ar, tosse e febre persistentes são alguns dos sintomas graves que podem ser desenvolvidos pela Covid-19. Esses sinais se tornam ainda mais sérios em pessoas que tem tuberculose e que venham a contrair a doença. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que a tuberculose é uma doença grave e está entre as 10 maiores causas de morte no mundo: são 10 milhões de casos por ano e mais de 1 milhão de óbitos.

A tuberculose é uma doença que afeta diretamente o sistema respiratório causando nos pulmões, um processo chamado de fibrose, que é um endurecimento do pulmão, dificultando a sua capacidade elástica de expandir e se retrair para inspirar e expirar. O dermatologista, Lauro Rodolpho, explica o que pode acontecer com o paciente, que já possui essa doença, caso ele seja infectado pela Covid-19.

"Quando esse paciente pega a Covid-19, ele tem uma grande chance de desenvolver uma doença grave, porque a sua capacidade respiratória, devido a tuberculose, já está bem comprometida e o coronavírus, como sabemos, afeta diretamente os pulmões. Então esse paciente, mais precocemente e frequentemente, irá precisar de cuidados intensivos de UTI, respirador mecânico, antibióticos e vários outros medicamentos, de forma maior do que a população em geral", informa.

Em cenário de pandemia, a tuberculose deve ser tratada adequadamente, caso contrário pode causar agravamentos e levar a um quadro de infecção pela Covid-19. "Algumas sequelas pulmonares podem surgir como dificuldade para respirar, não conseguir fazer pequenas atividades como pentear o cabelo, subir escada e caminhar pequenas distâncias pode gerar um cansaço. Então esses pacientes com tuberculose já tem uma predisposição maior a sofrer este tipo de consequência e requerem uma atenção especial das autoridades e unidades de saúde, porque podem ter sequelas mais importantes", declara o dermatologista.

A tuberculose tem cura, mas o abandono do tratamento é um dos principais ensejos para que os números de mortes sejam elevados. Lauro Rodolpho comenta a importância das pessoas com hanseníase e tuberculose continuarem os seus tratamentos e das medidas preventivas contra o novo coronavírus.

"Os pacientes de forma alguma devem interromper seus tratamentos. Eles devem cumprir da forma mais adequada possível para que consigam a cura das suas enfermidades. Tanto a hanseníase quanto a tuberculose são doenças de difícil tratamento que requerem longos períodos de uso de antibióticos, fornecidos apenas pelo governo. O ideal é o paciente manter o tratamento e se resguardar o máximo possível de contato com outras pessoas para evitar contrair a Covid-19", conclui o especialista.

 

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