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Empresário suspeito de agredir e manter jovem em cárcere privado é preso no MA

O empresário Valdeci Leite de Oliveira, conhecido como “Val leite”, foi preso na manhã desta quinta-feira (07) em Presidente Dutra, no Maranhão. Ele é acusado de agredir e manter em cárcere privado a sua ex-namorada Thaís Silva, em novembro deste ano, em uma chácara no município de Floriano (PI). Ele irá responder pelos crimes de lesão corporal grave, ameaça e injúria contra sua ex-namorada. 

O mandado de prisão preventiva – assinado pelo juiz Noé Pacheco de Carvalho -  foi cumprido pela Polícia Civil do Piauí por meio da Delegacia Regional de Floriano; e contou com apoio da Polícia Civil de Presidente Dutra (MA). De acordo com o delegado regional Francisco de Assis, na época, ele chegou a agredir Thais com lapadas de facão. A vítima aguarda uma cirurgia na mandíbula em decorrência das agressões. Ela registrou um boletim de ocorrência. 

“A ex-namorada desse empresário foi agredida por ele e ficou bastante machucada, com várias lesões. As agressões ocorreram em uma chácara, que ele a levou. Ele fugiu logo após o crime e a investigação o localizou hoje, ele estava na casa de um cunhado no Maranhão”. 

O crime ocorreu no dia 12 de novembro de 2017, e a prisão preventiva foi decretada dentro das 48 horas depois do crime, mas o empresário fugiu de Floriano, sendo localizado após investigação policial. 

O preso está em deslocamento para Floriano, onde ficará custodiado na Penitenciária Gonçalo de Castro e Lima - Vereda Grande. 

A decisão do pedido de prisão preventiva destacou o depoimento da vítima, que assumiu ter vivido um relacionamento de um ano com Valdeci, tendo rompido com ele em fevereiro de 2017. Valdeci não aceitava o fim da relação e ficava perseguindo Thais. No dia 12 de novembro de 2017, ele a viu sair de uma festa e, sentindo-se pressionada, entrou no carro do empresário. Ele estava irritado porque ela iria entrar em um carro acompanhada de outros homens e de uma amiga. 

As agressões começaram no carro antes de chegarem à chácara do empresário, e ficaram ainda mais intensas porque, inicialmente, a vítima se recusou a liberar a senha do celular para ele olhar as mensagens trocados com os amigos. Após as agressões, ele chegou a pedir que a vítima simulasse que foi um acidente de carro e, inclusive, iria bater o veículo para ter uma prova. 

 

Carlienne Carpaso
carliene@cidadeverde.com