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Operação do Maranhão prende empresários do Piauí suspeitos de lavagem de dinheiro

Foto: MPMA

Três empresários foram presos no município de Floriano suspeitos de participarem de uma organização criminosa envolvida com lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. Elas foram presas dentro da Operação Créditos Ilusórios, deflagrada pelo Ministério Público do Maranhão.  Os suspeitos trabalham na área da contabilidade.

A operação cumpriu mandados de busca e apreensão e de prisão temporária nos estados do Maranhão (Balsas e Riachão), Piauí (Floriano), Tocantins (Araguaína) e Ceará (Fortaleza). 

De acordo como MPMA, "o grupo criminoso, formado por empresários, contadores e produtores rurais, causou um prejuízo de aproximadamente R$ 70 milhões aos cofres públicos maranhenses, no período de janeiro de 2015 a novembro de 2017".

"Essa investigação, promovida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas)  e Polícia Civil do Maranhão, visa apurar a existência de uma organização criminosa, que utiliza empresas fantasmas ou de 'fachadas',  com única finalidade de criar créditos fiscais fictícios e, assim, sonegar tributos em vultosas operações comerciais, que chegam a aproximadamente R$ 70 milhões, comentou a coordenadora do Gaeco-MA, a promotora Débora Jeane Aguiar. 

Segundo o MPMA, "o esquema criminoso foi identificado pela Secretaria de Estado de Fazenda e consistia na utilização de empresas de fachada, ou seja, sem qualquer lastro financeiro, sede física ou mesmo quadro de empregados. Eram emitidas notas fiscais falsas, movimentando milhões de reais em operações de compra e venda de grãos". 

"O objetivo era gerar créditos tributários falsos utilizados em operações comerciais que existiam de fato. Assim, o ICMS devido não era recolhido, causando prejuízo aos cofres públicos. Além de empresas de fachada, também eram utilizadas empresas fantasmas, criadas com utilização de documentos falsos e que igualmente emitiam notas fiscais frias". 

A operação tem o apoio da Superintendência de Polícia Civil do Interior (SPCI), das Secretarias da Fazenda do Maranhão e Piauí, dos Gaeco’s e dos GAESFs (Grupos de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal) dos Ministérios Públicos do Piauí e do Ceará e das Policias Civis do Piauí, Ceará e Tocantins.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Sobre as ações realizadas pelo GAECO/MA e Polícia Civil do Maranhão, a R&R Contas esclarece de pronto que a empresa não é investigada. Informamos ainda que o diretor administrativo, Rogério de Holanda Soares, está prestando esclarecimentos, dando apoio e colaborando com as investigações, sempre primando pela justiça e veracidade dos fatos.

Importante deixar claro que das 32 empresas ditas investigadas pela ação do GAECO, apenas 4 (quatro) são clientes do escritório R&R Contas, que tem 25 anos de mercado prestando serviços para milhares de clientes sendo reconhecido pela ética, profissionalismo e legalidade de seu trabalho. Por fim, a empresa esclarece que segue prestando serviços normalmente com a excelência de sempre e confiando na ação da Justiça para que a verdade prevaleça.

R&R Contas 


Carlienne Carpaso (com informações do MPMA)
carliene@cidadeverde.com